O ex-presidente da Argentina Alberto Fernández chamou o atual presidente Javier Milei de "energúmeno" em uma postagem na rede social X, criticando a tentativa de Milei de visitar Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. A reação ocorre após comparações entre a visita de Fernández a Lula na prisão em Curitiba, em 2018, e a frustrada visita de Milei ao Brasil.
Comparação histórica
Fernández argumentou que sua visita a Lula teve o objetivo de exigir a liberdade de um "inocente", enquanto Milei foi ao Brasil para "gritar como um energúmeno, exigindo ver um golpista preso". Ele destacou que Lula hoje é presidente do Brasil e Bolsonaro está preso por promover um golpe de Estado. "Insultar o presidente de um país irmão e principal sócio comercial não tem perdão", acrescentou.
Proibição de visitas a Bolsonaro
Bolsonaro não pôde receber Milei devido a uma determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, que suspendeu visitas gerais por 30 dias a partir de 17 de março. A medida permite apenas visitas da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados. A restrição foi motivada pela divulgação da "Carta aos brasileiros" por Flávio Bolsonaro, que, segundo Moraes, violou as condições da prisão domiciliar. O ministro também citou a perda dos direitos políticos de Bolsonaro devido à condenação no processo da trama golpista.
Repercussão diplomática
A troca de farpas entre os líderes argentinos ocorre em um momento de tensão nas relações bilaterais. Fernández, que governou a Argentina entre 2019 e 2023, é aliado de Lula, enquanto Milei, de extrema direita, tem afinidade com Bolsonaro. A visita de Milei ao Brasil foi marcada por protestos e críticas da oposição argentina.



