Os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando trabalho forçado. A medida, que entra em vigor nesta sexta-feira (24), atinge 99,4% das importações norte-americanas do Brasil, segundo informações oficiais.
Governo brasileiro rechaça acusação
O governo federal rejeitou a tarifa, classificando-a como uma manipulação de um tema caro aos direitos humanos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o Brasil cumpre rigorosamente as convenções internacionais contra o trabalho forçado e que a medida é injustificada.
Impacto nas exportações
A tarifa deve afetar setores como mineração, siderurgia e agricultura, que são grandes exportadores para os EUA. Especialistas estimam que a medida pode reduzir as exportações brasileiras em até US$ 2 bilhões anuais. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a decisão, pedindo negociações diplomáticas.
Contexto político
A tarifa ocorre em meio a tensões comerciais globais e pode ter implicações políticas no ano eleitoral brasileiro. O governo Lula busca reverter a medida por meio de diálogo com a administração Biden. O presidente do Fed, Warsh, enfrenta pressão com alta nos rendimentos dos Treasuries, o que pode influenciar o câmbio.



