A partida da seleção masculina do Canadá contra a África do Sul na Copa do Mundo de 2026, marcada para Los Angeles, coloca os torcedores canadenses diante de um dilema: apoiar o time no estádio ou manter o boicote aos Estados Unidos, iniciado há mais de um ano após declarações do então presidente Donald Trump.
Contexto do boicote
O boicote começou quando Trump afirmou que usaria 'força econômica' para pressionar o Canadá a se tornar o 51º estado americano. Desde então, as visitas de canadenses aos EUA caíram 30%, segundo dados da indústria do turismo.
Agora, com a Copa do Mundo sendo sediada parcialmente nos EUA, os fãs precisam decidir se cruzam a fronteira para torcer. Muitos expressam nas redes sociais o conflito entre o amor pelo esporte e a insatisfação política.
Atração do futebol e laços culturais
Apesar das tensões, a disputa esportiva atrai muitos fãs. 'É uma oportunidade única de ver o Canadá jogar uma Copa, mas dói dar dinheiro para a economia americana', disse um torcedor ao jornal local. O técnico americano Jesse Marsch, que comanda a seleção canadense, tem conquistado a torcida com seu trabalho.
Além disso, o futuro do Vancouver Whitecaps na MLS é incerto, o que adiciona mais um elemento de tensão na relação esportiva entre os países.



