Desaparecimento de alpinistas no Huascarán completa duas semanas
Desaparecimento no Huascarán: duas semanas de buscas

O desaparecimento de três alpinistas no Monte Huascarán, a montanha mais alta do Peru, completa duas semanas neste domingo, 27 de julho. As famílias das vítimas, desesperadas, intensificam os apelos por ajuda internacional diante das dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate devido às severas condições climáticas e ao terreno acidentado.

O último contato

Os alpinistas Alejandro Manuel Ugarte Jordán, Freddy Saúl Mendoza Lizana e Artidoro Salas Gaitán fizeram o último contato com seus parentes na manhã do dia 14 de julho. Na ocasião, alertaram que estavam perdidos a uma altitude aproximada de 6 mil metros acima do nível do mar. Desde então, não houve mais nenhuma comunicação.

As buscas começaram imediatamente após o alerta, mas as condições climáticas adversas — com ventos fortes, baixa visibilidade e risco constante de avalanches — têm dificultado o avanço das equipes. Helicópteros e drones foram mobilizados, mas até agora sem sucesso.

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Dificuldades das buscas

O acesso à região onde os alpinistas foram vistos pela última vez é extremamente complexo. O Huascarán, que atinge 6.768 metros de altitude, está localizado na Cordilheira Branca, no departamento de Áncash. As operações de resgate dependem de janelas climáticas favoráveis, que têm sido raras.

De acordo com a Associação de Guias de Montanha do Peru, o tempo de sobrevivência em altitude tão elevada, sem equipamento adequado, é limitado. "Eles podem ter sofrido de mal de altitude, hipotermia ou quedas. Cada dia que passa reduz as chances de encontrá-los com vida", afirmou um representante da associação.

Famílias pedem apoio internacional

Familiares dos desaparecidos têm se reunido com autoridades locais e divulgado vídeos nas redes sociais pedindo ajuda. Eles solicitam o envio de equipes especializadas de outros países, como França, Suíça ou Estados Unidos, que possuem experiência em resgates em grandes altitudes.

O governo peruano, por meio do Instituto Nacional de Defesa Civil (INDECI), informou que mantém as buscas ativas, mas reconhece as limitações. "Estamos utilizando todos os recursos disponíveis, mas o clima é o maior obstáculo", declarou um porta-voz do órgão.

Perfil dos alpinistas

Os três montanhistas são peruanos experientes. Alejandro Ugarte, de 35 anos, era guia de montanha e já havia escalado o Huascarán anteriormente. Freddy Mendoza, 42, era engenheiro civil e praticava montanhismo há mais de 15 anos. Artidoro Salas, 38, era professor de educação física e também tinha vasta experiência em alta montanha.

Apesar da experiência, a combinação de mudanças climáticas repentinas e possíveis erros de rota pode ter contribuído para o desastre. Especialistas alertam que o degelo acelerado na Cordilheira Branca tem tornado as rotas mais instáveis.

Próximos passos

As buscas continuam enquanto as condições climáticas permitirem. As famílias mantêm a esperança de um desfecho positivo, mas reconhecem que o tempo corre contra eles. A comunidade de montanhismo internacional acompanha o caso com atenção, e novas equipes voluntárias se preparam para se juntar ao resgate caso haja autorização.

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