A CEO da Vittude, Tatiana Pimenta, compartilha o caminho que percorreu para criar a empresa e fazer o negócio decolar. Em paralelo, um relatório recente aponta cinco tendências para o setor de Recursos Humanos em 2026, indicando que a gestão de pessoas deixa de ser vista como um centro de custo ou resposta a imprevistos e passa a ser tratada como estratégia preditiva, guiada por analytics integrados e foco em resiliência de negócios.
A trajetória de Tatiana Pimenta na Vittude
Tatiana Pimenta fundou a Vittude com a missão de democratizar o acesso à saúde mental no Brasil. A plataforma conecta psicólogos a pacientes, oferecendo terapia online de qualidade. Em entrevista, ela destacou os desafios iniciais: “Quando comecei, muitas pessoas questionavam se a terapia online realmente funcionava. Hoje, vemos que a pandemia acelerou essa aceitação, mas ainda há muito a fazer para desmistificar o cuidado com a saúde mental no ambiente corporativo.”
RH como estratégia preditiva
O relatório sobre tendências de RH para 2026 enfatiza que a área precisa se antecipar às necessidades do negócio. Analytics integrados permitem prever turnover, identificar gaps de competências e alinhar o desenvolvimento de talentos às metas estratégicas. “Não se trata mais de apagar incêndios, mas de usar dados para construir equipes mais resilientes e preparadas para o futuro”, afirma o estudo.
Cinco pilares para o futuro do RH
As cinco tendências identificadas são: 1) uso de inteligência artificial para recrutamento e seleção; 2) personalização do desenvolvimento de carreira; 3) foco em bem-estar mental e emocional; 4) integração de analytics em tempo real; e 5) modelos de trabalho híbridos baseados em produtividade. Cada uma delas reforça a ideia de que o RH deve atuar como parceiro estratégico, e não apenas como suporte operacional.
O papel da tecnologia na transformação
Para Tatiana, a tecnologia é fundamental para escalar ações de promoção da saúde mental. “Com os analytics, podemos identificar padrões de estresse e sugerir intervenções antes que se tornem crises. Isso é preventivo e alinhado com o que o relatório aponta: um RH que antecipa, não apenas reage.” A Vittude, inclusive, já oferece relatórios de engajamento e bem-estar para empresas clientes.
Impacto nos negócios e na cultura organizacional
A adoção de uma abordagem preditiva traz impactos diretos nos resultados. Empresas que investem em analytics de RH tendem a reduzir a rotatividade em até 30%, segundo dados do relatório. Além disso, a cultura organizacional se fortalece quando os colaboradores sentem que suas necessidades são compreendidas de forma proativa. “O futuro do trabalho depende de líderes que enxergam as pessoas como ativos estratégicos, e não como custos”, conclui Tatiana.



