Brasil como coadjuvante na Copa dos EUA afeta identidade nacional
Brasil coadjuvante na Copa dos EUA afeta identidade

Torcedores brasileiros no exterior sentem Brasil como coadjuvante na Copa dos EUA

Torcedores brasileiros que acompanham a Copa do Mundo nos Estados Unidos relatam um sentimento de desprestígio: a seleção brasileira, pentacampeã mundial, é tratada como coadjuvante pela mídia local e internacional. A situação contrasta com a tradição de protagonismo do país no futebol e mexe com a identidade nacional, profundamente enraizada no esporte.

Mídia destaca outras seleções como favoritas

De acordo com relatos de brasileiros residentes nos EUA, a cobertura jornalística prioriza seleções como França, Argentina e Inglaterra, enquanto o Brasil aparece em segundo plano. A falta de atuações memoráveis da equipe nas últimas edições do torneio contribui para essa percepção. "A sensação é de que não somos mais vistos como favoritos", afirma o jornalista e comentarista Guga Chacra, em sua coluna no Globo.

Comparação com Messi e Mbappé reforça desvalorização

A presença de astros como Lionel Messi (Argentina) e Kylian Mbappé (França) ofusca o brilho de jogadores brasileiros, que não têm o mesmo reconhecimento midiático. Segundo Chacra, "a idolatria a Messi e Mbappé nos EUA é imensa, enquanto Vini Jr. e Paquetá, apesar de talentosos, não recebem o mesmo destaque". Isso gera um impacto na autoestima dos torcedores brasileiros no exterior.

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Identidade nacional abalada

O futebol é um pilar da identidade brasileira, e ser tratado como coadjuvante em uma Copa realizada nos EUA — país onde o esporte ainda busca consolidar-se — provoca frustração. "Perder o status de protagonista dói, especialmente para quem está longe do Brasil e vê o país sendo diminuído", comenta um torcedor ouvido pela reportagem.

Histórico vitorioso não basta

Apesar de ser a seleção com mais títulos mundiais (5), o Brasil não vence uma Copa desde 2002. A seca de 24 anos pesa na percepção internacional. Enquanto isso, França e Argentina conquistaram edições recentes (2018 e 2022), alimentando o favoritismo. A mídia americana, focada em narrativas locais, prefere destacar seleções com apelo mais recente.

Brasil luta contra falta de atuações memoráveis

Nos últimos torneios, o Brasil foi eliminado nas quartas de final em 2018 (para a Bélgica) e 2022 (para a Croácia), sem apresentar o futebol-arte que marcou gerações. "Precisamos de resultados e exibições que voltem a colocar o Brasil no centro das atenções", defende Chacra. Enquanto isso, torcedores brasileiros nos EUA tentam manter a esperança, mas sentem na pele o peso de serem coadjuvantes.

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