Parintins: espaços culturais revelam história e arte além do Festival
Parintins: espaços culturais revelam história e arte

Quem visita Parintins durante o Festival Folclórico encontra atrações que vão além da disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido. Nos dias que antecedem as apresentações no Bumbódromo, turistas podem conhecer espaços culturais que ajudam a contar a história da cidade e destacam a produção artística local.

A edição de 2026 do festival acontece nesta sexta-feira (26), sábado (27) e domingo (28). Além dos espetáculos na arena, o roteiro cultural da ilha inclui o Centro de Cultura e Memória de Parintins e a Casa da Cultura Mestre Jair Mendes, espaços que reúnem exposições, artesanato, cinema, literatura e acervos sobre a identidade amazônica.

História e memória no Centro Cultural

Localizado na Praça Eduardo Ribeiro, no Centro da cidade, o Centro de Cultura e Memória de Parintins funciona no histórico Palácio Cordovil, prédio que já abrigou a prefeitura e o fórum de Justiça do município. O espaço completou um ano de funcionamento e reúne sete salas de exposição, incluindo uma galeria destinada a mostras temporárias. Também conta com uma sala de audiovisual com capacidade para 30 pessoas e um ambiente voltado à economia criativa, onde artesãos e empreendedores locais expõem seus trabalhos.

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Segundo o professor do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o espaço tem papel importante na valorização da identidade cultural da cidade. "Parintins é conhecida mundialmente como a capital dos bois-bumbás. Mas, além de Caprichoso e Garantido, existem muitos outros bois na cidade, inclusive nas escolas. O mais importante é o impacto cultural, social e pedagógico que esse movimento tem para Parintins", explicou.

Um 'templo' para a arte parintinense

Outro ponto que passou a integrar o circuito cultural da cidade é a Casa da Cultura Mestre Jair Mendes, localizada no Complexo Cultural Professora Alzira Saunier. A obra ficou paralisada por décadas e foi reconstruída antes de ser entregue à população. Hoje, o espaço abriga exposições permanentes e temporárias que apresentam a trajetória dos bois-bumbás, além de outras manifestações culturais da zona urbana e das comunidades do entorno de Parintins.

A estrutura conta com salas de exposição, pinacoteca, espaço literário, auditório, setor audiovisual e áreas destinadas a eventos culturais. Para o mediador cultural Diogo Pereira, o local ajuda a mostrar aos visitantes que a produção artística da ilha não se resume aos três dias de festival. "O Festival de Parintins é o ponto alto do calendário cultural, mas a cidade vive arte o ano inteiro. A Casa da Cultura permite que turistas e moradores conheçam a história dos artistas que ajudaram a construir a identidade visual e cultural dos bois-bumbás", destacou.

O espaço homenageia Mestre Jair Mendes, considerado um dos artistas que ajudaram a transformar a estética dos bois de Parintins e cuja influência ainda pode ser vista nas apresentações atuais.

Passeio gratuito para turistas

Para quem está na cidade durante o festival, os dois espaços oferecem uma oportunidade de conhecer de perto a história, a arte e as tradições que ajudaram a transformar Parintins em uma das maiores referências culturais da Amazônia. Além dos espetáculos no Bumbódromo, os centros culturais funcionam como uma imersão gratuita na memória da ilha e ajudam os visitantes a entender por que Parintins respira cultura durante todo o ano.

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