Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (16), mostra que 51% dos brasileiros concordam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afirmar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi responsável pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos ao Brasil. Outros 30% apoiam a versão de Flávio, que disse ter ido aos EUA e pedido a Donald Trump que não taxasse o Brasil.
Metodologia e contexto da pesquisa
As 2.004 entrevistas foram realizadas entre os dias 10 e 13 de julho, dois dias antes da decisão final dos Estados Unidos que resultou na imposição das novas tarifas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.
Capacidade de negociação de Flávio
Questionados se Flávio teria força para convencer Trump a rever as tarifas, apenas 34% dos entrevistados se mostraram otimistas com a capacidade de negociação do senador. Já 58% afirmaram que não acreditam na possibilidade de o congressista mudar a opinião do presidente norte-americano sobre o tema.
Impacto econômico
O levantamento também indica aumento da preocupação da população com os efeitos econômicos da medida. Agora, 63% acreditam que as tarifas vão prejudicar a própria vida ou a de familiares. Em junho, esse grupo representava apenas 55%.
Impacto no voto
Questionados se o tarifaço aumenta a vontade de votar em um dos pré-candidatos à Presidência, 42% afirmaram que a decisão dos EUA impacta positivamente o interesse em votar em Lula, um aumento de 3 pontos percentuais em relação a junho (39%). Já Flávio Bolsonaro enfrentou uma queda: na pesquisa anterior, 30% se sentiam motivados a votar nele diante do tarifaço, caindo para 27% nesta rodada.
Apesar da decisão, bens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram de fora da nova cobrança.



