Nova Zelândia confirma primeiro caso de gripe aviária H5N1
Nova Zelândia confirma primeiro caso de gripe aviária

As autoridades sanitárias da Nova Zelândia confirmaram nesta quarta-feira (15) o primeiro caso de gripe aviária altamente patogênica H5N1 no país. O foco foi detectado em uma granja de galinhas poedeiras na região de Otago, na Ilha Sul. Cerca de 80 mil aves foram abatidas para conter a propagação do vírus, e uma zona de quarentena foi estabelecida em um raio de 10 quilômetros ao redor da propriedade.

Detecção e medidas de contenção

O Ministério da Agricultura da Nova Zelândia informou que os primeiros sinais da doença foram observados no último fim de semana, com aumento da mortalidade entre as aves. Testes laboratoriais confirmaram a presença do vírus H5N1, que é altamente contagioso entre aves e pode eventualmente infectar mamíferos, incluindo humanos, embora o risco para a população seja considerado baixo.

"Estamos agindo rapidamente para conter o surto e evitar sua disseminação para outras granjas ou aves silvestres", afirmou a ministra da Agricultura, Jacqui Dean, em comunicado oficial. "O abate das aves da granja infectada é uma medida necessária para proteger a indústria avícola do país."

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Impacto na indústria avícola

A Nova Zelândia é um dos maiores exportadores de carne de frango e ovos do mundo, com uma produção anual de mais de 120 mil toneladas de carne de frango e 6 bilhões de ovos. O surto levou à suspensão temporária das exportações de produtos avícolas da região de Otago, enquanto as autoridades avaliam a extensão do problema.

A indústria avícola neozelandesa já vinha enfrentando desafios com o aumento dos custos de produção e a inflação. O surto de H5N1 pode agravar a situação, elevando os preços ao consumidor e reduzindo a oferta. "Este é um golpe significativo para os produtores locais, que já estavam lidando com margens apertadas", comentou o economista agrícola David Smith, da Universidade de Otago.

Preocupações com saúde pública

Embora a transmissão do H5N1 para humanos seja rara, a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora o caso com atenção. Desde 2003, houve 874 casos confirmados de infecção humana pelo H5N1 em todo o mundo, com 458 mortes (taxa de letalidade de 52%). Na Nova Zelândia, não há registros de infecção humana pelo vírus.

"O risco para a população geral é muito baixo, mas estamos tomando todas as precauções necessárias", disse a diretora-geral de Saúde, Ashley Bloomfield. "Recomendamos que as pessoas evitem contato com aves doentes ou mortas e que cozinhem bem a carne de frango e os ovos."

Contexto global

O surto na Nova Zelândia ocorre em meio a uma pandemia global de gripe aviária H5N1 que afetou dezenas de países desde 2021, causando a morte de milhões de aves e levando ao abate de centenas de milhões. O vírus também foi detectado em mamíferos, como raposas, ursos e leões marinhos, levantando preocupações sobre sua capacidade de mutação e adaptação a novos hospedeiros.

No mês passado, a Austrália registrou seu primeiro caso humano de H5N1, em uma criança que havia viajado para a Índia. A criança se recuperou completamente. As autoridades neozelandesas estão em alerta e intensificaram a vigilância em granjas e áreas de aves migratórias.

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