Militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) retornaram da força-tarefa brasileira de apoio humanitário à Venezuela. Dois integrantes do 8º Batalhão de Bombeiros Militar, de Uberaba, atuaram nas operações de resgate após os abalos sísmicos que atingiram o país vizinho.
Cenário apocalíptico
O tenente-coronel Josias Soares, que participa de missões em áreas de grandes desastres desde 2019, descreveu o cenário como 'apocalíptico'. 'Nos surpreendeu o cenário de destruição que foi apresentado no momento da nossa chegada. Tudo destruído... o apocalipse naquele local', afirmou. Soares já atuou no Haiti, na Turquia e em Moçambique, mas nenhuma dessas experiências se comparou à destruição vista na Venezuela.
Réplicas e riscos
Durante os trabalhos, a equipe precisou interromper as buscas por questões de segurança. 'Houve situações em Playa Grande em que tivemos algumas réplicas, o chão tremeu todo. Estávamos em campo, dentro das estruturas colapsadas e tivemos que recuar com toda a equipe para um local seguro até poder retornar com as buscas', relatou Soares.
Atuação da equipe
Os bombeiros atuaram na localização de vítimas, atendimento pré-hospitalar e apoio às equipes de resgate, com detectores de vida e cães farejadores. Além de Soares, a equipe de Uberaba incluiu o sargento Rafael Crozara e o cão de busca Santo. Para Crozara, em sua primeira missão humanitária em um grande desastre, a experiência deixou aprendizado. 'Apesar de buscarmos sempre aproximar o treinamento da realidade, chegando lá é uma complexidade muito elevada, mas conseguimos, junto com o cão, com os equipamentos, dar uma boa resposta para a população', disse.



