Viajar com o cachorro é o desejo de muitos tutores, mas as dúvidas surgem assim que o roteiro começa a ser organizado: onde o animal pode ficar? É possível passear junto? Como fazer quando há atrações que não aceitam animais? E será que o cão vai ficar confortável durante toda a viagem? Para responder a essas perguntas, a especialista em comportamento animal Kati Yamakague e a cadela Kakau visitaram Olímpia, no interior de São Paulo, a convite do Hot Beach Resort. O objetivo era mostrar que, com planejamento, é possível aproveitar o destino ao lado do pet.
Escolha uma hospedagem realmente pet friendly
A primeira dica é selecionar uma hospedagem que seja verdadeiramente pet friendly. Não basta apenas aceitar cães; é preciso que haja estrutura pensada para recebê-los. Durante a estadia no Celebration Resort, Kakau ganhou um kit de boas-vindas com cama, potes, tapete higiênico e petiscos no quarto. Os humanos também receberam mimos, incluindo uma foto da família. A regra é clara: o pet pode circular por boa parte das áreas externas, sempre com guia, sem precisar ficar confinado.
Café da manhã com a família reunida
Outro ponto que fez diferença foi a possibilidade de tomar café da manhã junto com toda a família. O resort possui um espaço reservado para hóspedes acompanhados de cães, permitindo que ninguém fique para trás durante um dos principais momentos da viagem. Para tutores que oferecem alimentação natural, uma copa disponível 24 horas, equipada com geladeira e micro-ondas, facilita o armazenamento e aquecimento da comida dos animais.
Parques aquáticos e Vila Guarani: sem pets
Nem tudo pode ser feito com o cachorro. Os parques aquáticos e a Vila Guarani não permitem a entrada de cães, uma decisão que faz sentido tanto pela segurança quanto pelo bem-estar dos animais. Nesses momentos, o ideal é planejar antecipadamente onde o cão ficará. O hotel permite que os pets acompanhem seus tutores na piscina, mas eles não podem entrar na água. É importante lembrar que o espaço é de convivência para todos, com ou sem cães, e o bem-estar físico e comportamental do pet deve ser priorizado. Nada de deixá-lo amarrado na cadeira no sol, latindo; todos devem estar felizes e curtindo.
Serviço de hospedagem para pets
Para quem deseja visitar os parques aquáticos, é necessário buscar um local para deixar o pet, já que eles não podem ficar sozinhos no quarto. Durante a visita, Kakau passou algumas horas sob os cuidados da Pitipet, uma hospedagem domiciliar indicada pela equipe do resort. Segundo Kati, o acompanhamento por fotos e vídeos durante todo o período trouxe tranquilidade. Ela destaca que processos de adaptação gradual entre cães são sempre desejáveis, mesmo em permanências curtas. Por isso, agendar o serviço com antecedência é fundamental. Para alguns cães, ficar horas em um local desconhecido, com cães novos, pode ser muito estressante.
Comportamento animal: o indicativo de sucesso
Do ponto de vista do comportamento animal, o maior indicativo de que a viagem foi positiva foi a própria Kakau. Ela explorou o ambiente com tranquilidade, descansou ao lado da família e permaneceu relaxada durante a hospedagem, demonstrando que estava confortável em plenas férias em família. Outro aspecto que surpreendeu foi conhecer os bastidores do Hot Beach Resorts: o grupo mantém uma estrutura para acolher cães que apareceram durante a construção dos empreendimentos, uma iniciativa que demonstra preocupação com o bem-estar animal para além do conceito de hotel pet friendly.
Conclusão e dicas finais
A experiência deixa uma conclusão importante para quem pretende viajar com o próprio cachorro: o sucesso da viagem não depende apenas de o destino aceitar animais, mas de escolher locais que permitam que o cão participe da rotina da família com conforto e segurança. Algumas dicas essenciais incluem: escolher uma hospedagem que ofereça estrutura de verdade para os cães; verificar antecipadamente quais atrações permitem a entrada de animais; se precisar deixar o cachorro, procurar um serviço de hospedagem ou day care com boas referências e reservar com antecedência; levar a alimentação habitual do animal para evitar alterações gastrointestinais; respeitar o perfil do seu cão – alguns adoram passear, outros podem se sentir mais confortáveis em casa; e, mesmo em hotéis pet friendly, ter cuidado para que todos ao redor se sintam confortáveis. Se o cão for reativo ou não gostar de mudanças, o indicado é buscar um profissional do comportamento antes de começar a fazer viagens. Como finaliza Kati: "No fim das contas, a melhor lembrança da viagem não foi um passeio específico, mas a sensação de poder aproveitar o destino sem precisar ficar separada da Kakau na maior parte do tempo." Para quem viaja com um membro da família de quatro patas, isso faz toda a diferença.



