Gata de 31 anos pode ser a mais velha do mundo, mas falta comprovação
Gata de 31 anos pode ser a mais velha do mundo

Leslie Greenhough, de 71 anos, morador de Manchester, na Inglaterra, afirma que sua gata tricolor, Millie, completou 31 anos — o equivalente a cerca de 146 anos humanos. A felina, que nasceu em 1995, pode ser a mais velha do mundo, mas ainda não tem o recorde reconhecido oficialmente pelo Guinness World Records por falta de documentação que comprove a idade.

"Estou muito orgulhoso por ela ter chegado aos 31 anos. É uma verdadeira guerreira", disse Leslie ao tabloide britânico The Sun.

Uma foto de 1995 como principal prova

Millie foi adotada ainda filhote pela falecida esposa de Leslie, Paula. Segundo o tutor, a principal evidência da idade da gata é uma fotografia tirada em 1995, quando ela tinha apenas 3 meses de vida. A imagem reforça a narrativa de que a felina nasceu naquele ano e acompanhou a família por mais de três décadas.

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Leslie pretende inscrever Millie no Guinness World Records, mas admite que não tem documentos suficientes para validar o recorde e garantir que ela seja oficialmente declarada a felina mais velha do mundo. Sem a documentação exigida, a gata permanece fora dos registros oficiais, apesar da idade avançada.

Recordista atual é britânica de 30 anos

Atualmente, o título de gata mais velha do mundo pertence a Flossie, uma felina britânica de 30 anos registrada pelo Livro dos Recordes. Millie, com 31 anos, superaria a marca da conterrânea se tivesse comprovação documental.

Vale lembrar que a americana Creme Puff continua sendo a felina mais longeva já comprovada, tendo vivido até os 38 anos. Millie, portanto, é mais jovem do que Creme Puff, mas ainda assim estaria entre os casos mais extremos de longevidade felina já registrados.

Alimentação à base de camarão, salmão e frango

A rotina de Millie é cercada de cuidados especiais. Leslie revelou que a gata só bebe água mineral, hábito que começou há cerca de dez anos, quando a água da torneira da região saiu suja por causa de obras. A partir de então, ele decidiu oferecer sempre a mesma marca, a Buxton.

"Já faz dez anos que lhe dou água mineral. Depois que a água da torneira saiu suja por causa de obras, decidi continuar oferecendo a Buxton", contou.

A dieta de Millie também é seleta: ela se alimenta à base de camarão fresco, salmão e frango. Leslie disse que a felina não abre mão de muito descanso e de ventiladores para se refrescar no dia a dia. Essa combinação de alimentação e conforto é considerada por ele o segredo da longevidade da gata.

Conforto térmico nos dias quentes

Millie não gosta de calor. Nos dias mais quentes, ela permanece com dois ventiladores ligados e recebe cubos de gelo na água para manter a temperatura agradável. Com o passar dos anos, passou a preferir dormir no chão, onde o ambiente costuma ser mais fresco.

O tutor afirma que esses cuidados simples fazem diferença na qualidade de vida da felina. O fato de Millie ser uma gata caseira também é apontado como um fator importante para a longevidade. Ela passou a viver estritamente dentro de casa depois de sofrer ataques de outros felinos da vizinhança.

Personalidade tímida e cautelosa

Segundo Leslie, Millie desenvolveu uma atitude cautelosa após os episódios de ataques e se tornou muito tímida. Ainda assim, é uma companheira fiel, que acompanhou o tutor por toda a vida adulta dele.

Essa convivência longa também teve momentos difíceis. Em 2020, a antiga tutora, Paula, faleceu — um acontecimento que marcou profundamente a gata. Leslie lembrou que Millie chegou a perder o apetite. "Acho que Millie sabia que minha esposa não estava bem", disse.

Expectativa de reconhecimento

Enquanto o título oficial não vem, Leslie segue empenhado em cercar Millie de cuidados. Ele também torce para que a documentação possa ser complementada no futuro, permitindo que a gata entre para o Guinness World Records e seja reconhecida como a felina mais velha do mundo.

Para o tutor, a marca de 31 anos é motivo de orgulho e reconhecimento pelo vínculo construído ao longo das últimas três décadas, reforçando a importância de proporcionar bem-estar aos animais de estimação em todas as fases da vida.

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