A busca por maior firmeza nos glúteos tem levado muitas mulheres a recorrerem a procedimentos estéticos não cirúrgicos, como o uso de bioestimuladores de colágeno e tecnologias avançadas. A tendência ganhou destaque recentemente após a influenciadora Sheila Mello mostrar seu procedimento nas redes sociais, gerando dúvidas sobre a eficácia e os limites dessas técnicas.
O que são bioestimuladores de colágeno para os glúteos?
Os bioestimuladores de colágeno são substâncias injetáveis que estimulam a produção natural de colágeno na pele, melhorando a firmeza e a textura. Os mais comuns incluem a hidroxiapatita de cálcio e o ácido polilático. Embora sejam popularmente conhecidos por tratamentos faciais, esses compostos também podem ser aplicados em áreas corporais, como os glúteos, para combater a flacidez.
De acordo com especialistas, o procedimento não é indicado para aumentar o volume dos glúteos, mas sim para melhorar a qualidade da pele, deixando-a mais firme e tonificada. “Os bioestimuladores agem na derme, promovendo a neocolagênese e melhorando a sustentação da pele”, explicam dermatologistas consultados.
Tecnologias complementares: ultrassom microfocado e outros
Além dos bioestimuladores, outras tecnologias têm sido utilizadas para potencializar os resultados. O ultrassom microfocado, por exemplo, é uma técnica que aquece as camadas profundas da pele, estimulando a produção de colágeno e promovendo um efeito lifting. Essa abordagem é especialmente útil para áreas onde a flacidez é mais acentuada, como a região glútea.
“Cada método tem suas indicações específicas. A escolha deve ser baseada em uma avaliação médica criteriosa, que considere o grau de flacidez, a espessura da pele e os objetivos do paciente”, ressaltam os especialistas. A combinação de técnicas pode trazer melhores resultados, mas exige cuidado para evitar efeitos adversos.
Limites e cuidados necessários
Apesar dos benefícios, os especialistas alertam que esses procedimentos têm limitações. Eles não substituem uma cirurgia plástica em casos de flacidez severa ou quando há necessidade de remoção de excesso de pele. Além disso, os resultados não são imediatos e podem levar meses para se manifestar completamente, já que dependem da resposta biológica do organismo.
“É fundamental que o paciente tenha expectativas realistas. Os bioestimuladores melhoram a firmeza, mas não promovem aumento de volume significativo”, destacam. A aplicação deve ser feita por profissional habilitado, em ambiente adequado, para minimizar riscos como infecções ou nódulos.
O caso Sheila Mello e a popularização do procedimento
A exposição de Sheila Mello nas redes sociais ajudou a popularizar a técnica, mas também levantou questionamentos sobre a segurança e a eficácia. Especialistas recomendam que as pessoas busquem informações com profissionais de confiança e evitem procedimentos baseados apenas em tendências online.
“O compartilhamento de experiências é válido, mas cada caso é único. O que funciona para uma pessoa pode não ser adequado para outra”, afirmam. A avaliação médica prévia é indispensável para garantir a segurança e a satisfação com os resultados.
Conclusão
Os bioestimuladores de colágeno e tecnologias como o ultrassom microfocado representam opções promissoras para quem busca mais firmeza nos glúteos sem cirurgia. No entanto, seus resultados são limitados e dependem de uma avaliação individualizada. Consulte sempre um especialista para saber qual a melhor alternativa para o seu caso.



