O vestido usado por Maria Gabriela Lacerda, eleita Miss Universe Brasil 2025, tornou-se uma obra de arte da alta-costura. Inspirado na icônica pintura 'A Última Ceia', de Leonardo da Vinci, o traje foi avaliado em R$ 270 mil e levou 260 horas para ser finalizado por 25 artesãos do Ateliê Versa, sob o comando do estilista Mario Cézar.
Detalhes e simbolismo da peça
A criação não se limitou à estética. Segundo o estilista, a ideia foi comunicar valores e sentimentos, representando a fé católica e a transição de legado. O vestido é cravejado de pérolas e traz um diamante de 0,6 quilate, cuidadosamente posicionado. Cada detalhe foi pintado à mão, e o processo envolveu técnicas complexas de bordado e ourivesaria.
Mario Cézar explicou que a escolha do tema 'A Última Ceia' foi uma forma de homenagear a espiritualidade e a força feminina. 'Queríamos que a peça transcendesse a moda e se tornasse uma declaração de propósito', afirmou o estilista durante a apresentação do vestido. A peça foi desenhada para ser usada na etapa de vestido de noite do concurso.
Impacto e repercussão
O valor elevado e a complexidade da confecção chamaram a atenção do público e da crítica especializada. Especialistas em moda destacam que o vestido não apenas representa um marco no design de concursos de beleza, mas também reforça a posição do Brasil na alta-costura internacional. A peça exigiu coordenação entre artesãos de diferentes áreas, incluindo bordadeiras, pintores e joalheiros.
Maria Gabriela Lacerda, que venceu o título de Miss Universe Brasil, usará o vestido em eventos oficiais durante seu reinado. A produção foi registrada e divulgada nas redes sociais, gerando debates sobre o custo e a arte envolvidos. 'A ideia era criar algo que ficasse na memória das pessoas', completou Mario Cézar.
Processo criativo e técnicas empregadas
A confecção começou com esboços que reinterpretavam a obra de Da Vinci de forma contemporânea. Foram utilizados tecidos nobres, como seda e organza, além de aplicações de cristais e pérolas cultivadas. O diamante central de 0,6 quilate foi fixado em uma estrutura que lembra a auréola de Cristo na pintura. A equipe de 25 artesãos trabalhou em turnos para cumprir o prazo de 260 horas, sem comprometer a qualidade.
O vestido pesa aproximadamente 7 quilos, exigindo que a miss se preparasse fisicamente para desfiá-lo. A peça será exposta em uma mostra de moda após o concurso, consolidando-se como um item de colecionador. A iniciativa do Ateliê Versa em unir arte sacra e moda foi elogiada por críticos, que viram na peça uma abordagem inovadora.



