Recusar cargo de liderança não é falta de ambição, diz executiva do Infojobs
Recusar liderança não é falta de ambição, diz executiva

Monize Oliveira, gerente sênior de Comunicação e Marketing da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, afirmou que recusar um cargo de liderança não deve ser interpretado como falta de ambição por parte dos profissionais da nova geração. Em declaração recente, a executiva destacou que as empresas que ainda enxergam a gestão de pessoas como o único caminho de progressão na carreira vão perder competitividade na disputa por talentos jovens.

A nova percepção sobre liderança

Segundo Oliveira, a geração atual tem uma visão diferente sobre o que significa sucesso profissional. Para muitos jovens, cargos de liderança não são necessariamente sinônimo de realização. "Recusar um cargo de liderança não é falta de ambição. É, muitas vezes, uma escolha consciente por um caminho que oferece mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional ou que permite maior foco em habilidades técnicas", explicou.

A executiva ressaltou que a pressão por assumir posições de gestão pode levar a insatisfação e até ao pedido de demissão. "Muitas empresas ainda têm uma cultura que premia exclusivamente a promoção para cargos gerenciais, ignorando que existem profissionais brilhantes que preferem se aprofundar em suas áreas de expertise", complementou.

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Carreira técnica versus gerencial

O mercado de trabalho tem observado um movimento crescente de profissionais que optam por carreiras técnicas, em detrimento das gerenciais. Áreas como tecnologia, engenharia e design são exemplos onde a especialização profunda é altamente valorizada. Para Monize, as organizações precisam se adaptar a essa realidade. "Oferecer trilhas de carreira paralelas, que permitam crescimento salarial e de status sem necessariamente assumir funções de gestão, é essencial para reter talentos", afirmou.

Além disso, a pesquisa "Gen Z and Millennials Survey" da Deloitte, citada por especialistas, mostra que as novas gerações priorizam propósito e flexibilidade. Embora não tenha sido mencionada diretamente por Oliveira, a tendência global reforça o argumento da executiva.

O que as empresas podem fazer

Para se manterem competitivas, as empresas precisam repensar suas estruturas de carreira. Monize sugere a implementação de programas de desenvolvimento que contemplem tanto habilidades de liderança quanto de especialização técnica. "É preciso desmistificar a ideia de que o único caminho de sucesso é ser chefe. As empresas que entenderem isso terão mais facilidade em atrair e reter os melhores profissionais", concluiu.

A executiva também destacou a importância de uma comunicação clara sobre as oportunidades de crescimento disponíveis. "Muitas vezes, os jovens nem sabem que existem outras formas de progredir na carreira dentro da mesma empresa. Cabe às organizações mostrar essas possibilidades."

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a capacidade de oferecer opções diversificadas de carreira pode ser um diferencial significativo. As empresas que insistirem em um modelo único de progressão correm o risco de perder talentos valiosos para concorrentes mais flexíveis.

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