Perimenopausa e estética: por que a pele muda após os 40 anos
Perimenopausa e estética: pele muda após os 40

A perimenopausa, período de transição para a menopausa que geralmente começa após os 40 anos, provoca alterações hormonais significativas que impactam diretamente a saúde e a aparência da pele. Segundo a médica Danuza Alves, as oscilações nos níveis de estrogênio e progesterona influenciam a sensibilidade, o ressecamento e a capacidade de recuperação da pele, tornando essencial uma abordagem personalizada nos tratamentos estéticos.

Como os hormônios afetam a pele na perimenopausa

Durante a perimenopausa, a produção de estrogênio diminui de forma irregular, o que reduz a produção de colágeno e elastina, proteínas responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele. Isso leva a um aumento da flacidez, rugas finas e ressecamento. Além disso, a pele torna-se mais sensível e reativa a produtos e procedimentos que antes eram bem tolerados. A médica Danuza Alves explica que "a queda hormonal altera a barreira cutânea, deixando a pele mais vulnerável a irritações e com menor capacidade de cicatrização".

Importância da avaliação individualizada

Danuza Alves enfatiza que os tratamentos estéticos precisam ser adaptados ao momento biológico de cada paciente. "Não adianta aplicar o mesmo protocolo usado aos 30 anos. É preciso considerar a qualidade da pele, o grau de ressecamento e a sensibilidade aumentada", afirma. Procedimentos como peelings, laser e preenchimentos devem ser realizados com cautela, muitas vezes com menor intensidade e intervalos maiores, para evitar complicações.

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A especialista recomenda uma rotina de cuidados que inclua hidratação intensa, uso de antioxidantes como vitamina C, e proteção solar rigorosa. "A pele na perimenopausa responde melhor a abordagens que priorizam a nutrição e a regeneração, em vez de procedimentos agressivos", acrescenta.

Impacto na recuperação e resultados

A recuperação da pele após procedimentos estéticos também é afetada pelas mudanças hormonais. A redução do fluxo sanguíneo e da renovação celular prolonga o tempo de cicatrização e pode comprometer os resultados. Por isso, Danuza Alves sugere que as pacientes sejam avaliadas por profissionais que entendam o contexto hormonal e ajustem as expectativas. "Muitas mulheres notam que a pele não responde como antes, e isso pode ser frustrante, mas com os cuidados certos é possível obter bons resultados", conclui.

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