Mascotes oficiais da Copa 2026 passam despercebidos
Os mascotes oficiais da Copa do Mundo de 2026 — o canadense Maple, o mexicano Zayu e o americano Clutch — não conseguiram gerar o engajamento esperado entre os torcedores. Apesar da aposta da Fifa em uma estratégia digital para promover os personagens, o impacto foi tímido, com presença quase nula em jogos, eventos e redes sociais.
Dados de monitoramento mostram que as menções aos mascotes nas plataformas digitais ficaram muito abaixo das edições anteriores. Enquanto mascotes como Fuleco (2014) e Zabivaka (2018) geraram milhões de interações, Maple, Zayu e Clutch mal alcançaram algumas centenas de milhares de posts combinados até o momento.
Estratégia digital da Fifa não decola
A Fifa investiu em conteúdo animado, filtros de realidade aumentada e desafios virais para promover o trio, mas o público não aderiu. “A transição para o ambiente digital era necessária, mas a execução deixou a desejar. Os mascotes não criaram conexão emocional com os fãs”, avaliou um especialista em marketing esportivo ouvido pela reportagem.
Nos estádios, a presença dos mascotes é rara. Diferentemente de edições passadas, quando os personagens desfilavam em campo e interagiam com a torcida, Maple, Zayu e Clutch aparecem esporadicamente em telões ou em ações pontuais, sem o carisma que marcou seus antecessores.
Pato extraoficial rouba a cena
A falta de popularidade dos mascotes oficiais abriu espaço para um fenômeno inesperado: um pato que virou mascote extraoficial do torneio. O animal, que apareceu em um dos estádios durante uma partida, ganhou as redes sociais e passou a ser mais comentado que o trio oficial. “O pato tem mais engajamento que os mascotes da Fifa”, brincou um torcedor no Twitter.
A situação contrasta com o sucesso de mascotes anteriores, como o leão Goleo (2006) e a ave Fuleco, que se tornaram ícones pop. Para a Fifa, o desafio agora é reverter o quadro até o fim do Mundial, mas analistas consideram que o estrago já está feito.
Impacto nos negócios e licenciamento
A baixa popularidade dos mascotes também afeta o licenciamento de produtos. Brinquedos, camisetas e outros itens com a imagem de Maple, Zayu e Clutch têm vendas fracas nas lojas oficiais. “O público não se identifica, e isso reflete no consumo”, afirmou um lojista. A expectativa era que os mascotes impulsionassem o merchandising, mas o resultado até agora é decepcionante.
Com o Mundial chegando às fases finais, a Fifa tenta ações de última hora para impulsionar os personagens, mas a percepção geral é de que os mascotes de 2026 serão lembrados como um erro de marketing.



