Por volta dos 7 ou 8 anos, as crianças começam a compreender que a morte é irreversível, explicam psicólogas. A perda de um animal de estimação pode ser a primeira experiência de luto na infância, e os pais muitas vezes se sentem inseguros sobre como abordar o tema.
Honestidade ao explicar a morte
Especialistas recomendam que os pais sejam honestos ao explicar a morte para as crianças, evitando metáforas como 'foi dormir' ou 'virou estrelinha', que podem confundir e gerar medos. O ideal é usar uma linguagem clara e adequada à idade, explicando que o animal morreu e não vai voltar.
Acolhimento das emoções
É importante acolher as emoções da criança, validando a tristeza, a raiva ou a confusão. Os pais devem estar disponíveis para ouvir e responder perguntas, sem pressa para que a criança 'supere' o luto. O luto infantil ocorre em 'doses', com oscilações entre momentos de tristeza e retomada das atividades cotidianas.
Criação de rituais de despedida
Criar rituais de despedida, como um pequeno funeral ou plantar uma árvore em memória do pet, pode ajudar a criança a processar a perda. Esses rituais dão um sentido de fechamento e permitem que a criança expresse suas emoções de forma concreta.
Segundo psicólogas ouvidas pela coluna, 'cada criança lida com o luto de forma única, e o papel dos pais é oferecer um ambiente seguro para que ela possa vivenciar esse processo naturalmente'.



