Campanha de Lula teme exploração de prisão de vereador do PT ligado ao PCC
Campanha de Lula teme exploração de prisão de vereador do PT

A prisão do vereador Senival Moura (PT-SP), suspeito de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), acendeu um alerta na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A preocupação é que o caso seja explorado politicamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para vincular o Partido dos Trabalhadores ao crime organizado. O episódio ocorre em um momento sensível, às vésperas da eleição municipal em São Paulo, onde o PT busca recuperar terreno.

Prisão e suspeitas de ligação com o PCC

Senival Moura foi preso na última segunda-feira (24) sob suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. Segundo a investigação, o vereador teria usado seu gabinete para facilitar atividades da facção criminosa. A prisão foi realizada pela Polícia Civil de São Paulo, em operação que mirava supostos operadores financeiros do PCC. Moura nega as acusações e alega perseguição política.

O PT de São Paulo anunciou a abertura de processo disciplinar para expulsar Moura, na tentativa de conter os danos. A legenda afirma que não compactua com crimes e que o caso é isolado. No entanto, a oposição já se movimenta para amplificar o escândalo.

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Reação da campanha de Lula e temor de exploração

Integrantes da campanha de Lula monitoram de perto os desdobramentos. Em conversas internas, avaliam que Flávio Bolsonaro deve usar o caso para reforçar o discurso de que o PT é conivente com o crime. Flávio, que preside a Comissão de Segurança Pública do Senado, já protocolou requerimentos para convocar o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, a prestar esclarecimentos.

O temor é que o caso abra flanco para que o senador do PL intensifique ataques, especialmente em um ano eleitoral. A pesquisa Datafolha mais recente mostra Lula com 48% das intenções de voto em São Paulo, contra 35% de seu principal adversário. A crise pode reverter essa vantagem.

Governo Lula critica classificação do PCC como terrorista

Paralelamente, o governo Lula criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC como organização terrorista. A medida, apoiada por Flávio Bolsonaro em pronunciamento no Senado, foi vista pelo Palácio do Planalto como ingerência e tentativa de desgastar o Brasil internacionalmente. O Itamaraty emitiu nota afirmando que o combate ao crime organizado é prioridade, mas que a classificação unilateral não contribui para a cooperação.

Flávio, por sua vez, rebateu: “O governo Lula protege criminosos enquanto o PCC age livremente. A prisão do vereador do PT é a ponta do iceberg”, disse em entrevista coletiva.

Impacto eleitoral e próximos passos

O caso pode desgastar a imagem do PT em um tema sensível, a segurança pública. Pesquisas indicam que 62% dos eleitores paulistanos consideram a violência um dos principais problemas da cidade. A oposição já prepara material de campanha associando o PT ao PCC.

A cúpula do PT tenta minimizar os danos. O presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, declarou: “Senival Moura será julgado pelo partido e, se culpado, expulso. Não aceitamos desvios.” Ainda assim, analistas políticos avaliam que o episódio pode influenciar o eleitorado de centro e indeciso.

Enquanto isso, a Justiça de São Paulo analisa o pedido de prisão preventiva de Moura. A defesa do vereador tenta revogar a prisão, alegando falta de provas. O caso segue sob sigilo.

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