A seleção brasileira feminina de vôlei desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (28), após mais de 30 horas de viagem de retorno da China. Na bagagem, a delegação trouxe não apenas a medalha de prata conquistada na Liga das Nações (VNL) 2026, no último domingo, mas também uma excelente notícia para a torcida: a capitã e principal jogadora, ponteira Gabi, deve estar de volta à equipe para o Campeonato Sul-Americano, que será disputado entre os dias 8 e 13 de setembro, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
Desembarque da seleção com prata e esperança
No saguão do aeroporto, o técnico José Roberto Guimarães conversou com a imprensa e lamentou a ausência de Gabi durante toda a competição internacional. Ele projetou o retorno da atleta e revelou que a camisa 10 se apresentará ao restante do grupo no próximo dia 4, no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Voleibol, em Saquarema (RJ). Até lá, as jogadoras terão uma semana de folga para descansar após a intensa campanha na VNL.
Esta foi a quinta medalha de prata do Brasil na história da VNL feminina. Na final, a equipe brasileira chegou a abrir 2 sets a 0 contra a Turquia, mas sofreu uma virada que resultou no vice-campeonato. Apesar do resultado, Zé Roberto destacou a luta e a atitude do time durante todo o torneio.
Zé Roberto projeta volta de Gabi para o Sul-Americano
Gabi, de 32 anos, vinha lidando com um desconforto na região lombar. Após tratamento intensivo, a comissão técnica optou por preservá-la para o Sul-Americano, que funciona como uma espécie de Pré-Olímpico continental, já que o campeão garante vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. "Eu queria muito ter contato com a Gabi neste ano. Desde a primeira etapa, eu até tinha prometido que ela iria jogar, mas acabou que ela não conseguiu participar. E depois tivemos que ter mais cuidado com o físico dela. Ela está começando a fazer a hipertrofia, daqui a duas semanas, ela vai estar saltando, tomara Deus. E a gente pretende contar com ela para o Sul-Americano", disse Zé Roberto.
O treinador mostrou confiança no retorno da atleta: "Se depender de mim, é uma garantia. Mas vai depender de como ela vai reagir. Tudo indica que está caminhando bem esse processo. Ela já se apresenta agora com o time no dia 4. E vai dar tudo certo, se Deus quiser. Tem que dar", acrescentou.
Desfalques e desafios da equipe
Além de Gabi, o Brasil sofreu outros importantes desfalques nas finais da VNL, realizadas em Macau. A central Júlia Kudiess e a oposta Tainara se machucaram ao longo do torneio, e a líbero Nyeme precisou desfalcar a equipe em jogos no exterior para ficar com a filha pequena, Antonella. "A gente fica chateado de não ter conquistado a medalha de ouro, mas o que mais nos deixa triste é não ter podido contar com algumas jogadoras. Era um momento muito importante, porque a seleção hoje faz poucos jogos por ano", afirmou Zé Roberto.
O treinador destacou a necessidade de tempo de quadra para a equipe: "Antigamente, eram vários torneios. Atualmente, a gente joga 20 partidas por ano. E a gente precisa reunir essas jogadoras, para elas jogarem juntas e cada vez tenham um aproveitamento e um sincronismo melhor. E de achar as alternativas para o futuro, principalmente para os Jogos Olímpicos e o Mundial", concluiu.
Com o retorno de Gabi, a seleção brasileira espera chegar forte ao Sul-Americano, que também vale vaga no Mundial de 2027. A competição será realizada no Maracanãzinho, palco de grandes conquistas do vôlei nacional, e a torcida já se mobiliza para apoiar a equipe na busca pelo título continental.



