O IMAX vive um novo momento. A tecnologia, que transforma a sessão de cinema em uma experiência imersiva, volta a ganhar protagonismo nas grandes produções de Hollywood. Nos bastidores, o formato exige câmeras gigantes, capazes de registrar apenas três minutos de filmagem por rolo, e escolhas de fotografia feitas nos mínimos detalhes.
Experiência única contra o streaming
“O IMAX intensifica e ao mesmo tempo altera a experiência. As telas gigantes, som potente e projeção nítida criam uma imersão única. A busca pela máxima qualidade de imagem e áudio faz diferença e torna a sessão mais visceral para o público”, diz Paulo Savalla, autor do livro O Poder Esmagador do Cinema: Christopher Nolan e a Tecnologia IMAX.
Segundo Savalla, a disputa entre cinema e televisão existe desde os anos 1950. “Agora, a melhor resposta de Hollywood foi investir em tecnologias imersivas. Quem sai de casa hoje procura uma experiência que o streaming simplesmente não oferece”, resume.
Nova produção de Nolan chega ao Brasil
Um dos maiores defensores desse formato é Christopher Nolan. Seu novo filme, A Odisseia, chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, 16, com Matt Damon no papel de Odisseu, Anne Hathaway como Penélope e Robert Pattinson como Antínoo. Charlize Theron, Lupita Nyong’o, Zendaya e Tom Holland completam o elenco.
“Nolan e sua equipe são referência no uso do IMAX há duas décadas. O selo garante excelência técnica, mas prender a atenção do público continua dependendo de roteiro, direção e atuações”, afirma Savalla.
Dados mostram queda na frequência ao cinema
A aposta não é por acaso. Dados da Fundação Seade mostram que apenas 35% dos paulistas frequentaram cinemas em 2025, bem abaixo dos 50% registrados antes da pandemia. Para Savalla, as salas premium podem ajudar a virar esse jogo.



