Feira da Carneiro da Cunha é a favorita da chef Telma Shimizu em SP
Feira da Carneiro da Cunha: favorita da chef Telma Shimizu

Apesar da popularidade dos aplicativos de entrega, a feira livre continua sendo a escolha de muitos paulistanos na hora de comprar frutas, legumes e verduras frescos para a semana. Entre os frequentadores assíduos estão grandes nomes da gastronomia de São Paulo, que recorrem às barracas tanto para abastecer seus restaurantes quanto para saborear um bom pastel ou caldo de cana.

Telma Shimizu e sua feira favorita

Telma Shimizu, chef do restaurante Aizomê, é uma dessas chefs que mantêm o hábito de ir à feira. Seu endereço preferido na capital paulista é a feira da Rua Carneiro da Cunha, considerada a maior feira livre de São Paulo. Sempre que passa por lá, a chef percorre as barracas de ponta a ponta, em busca de ingredientes frescos e especiais.

A primeira parada é na banca de verduras. Lá, ela costuma pedir que separem as ramas da cenoura, um ingrediente que aproveita integralmente no preparo de tempurá. Além das verduras convencionais, a chef leva itens menos conhecidos do público, como o shungiku – folha de crisântemo comestível que funciona muito bem cozida com shoyu – e a takana, folha de mostarda gigante ideal para conservas.

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Ingredientes especiais e conservas

Outro item em destaque na sacola da chef é o okara, resíduo obtido durante a produção do tofu, que ela transforma em receitas criativas. Quando o assunto são conservas, a escolha de Telma é a versão brasileira do hanaume, produzida com hibisco. Esses ingredientes demonstram a versatilidade e a criatividade da chef na cozinha.

Endereço: Feira da Rua Carneiro da Cunha, entre a Avenida Jabaquara e a Rua Engenheiro João Monteiro da Gama. Funcionamento: Aos domingos.

Diego Sacilotto e a feira da Engenheiro Caetano Álvares

Outro chef que revelou sua feira preferida foi Diego Sacilotto, do restaurante Mercato San Vincenzo. A feira queridinha do chef é a da Avenida Engenheiro Caetano Álvares, altura do número 5200, no bairro do Limão. O que mais o conquista por lá é o clima: caldo de cana bem geladinho, pastel feito na hora e o bate-papo com quem trabalha nas barracas. A feira também funciona aos domingos.

Essas duas chefs mostram que, mesmo com a correria do dia a dia, a feira livre segue como um ponto de encontro, de tradição e de ingredientes de qualidade para a gastronomia paulistana.

Por que a feira ainda é relevante

Com a oferta de aplicativos de entrega, muitos consumidores optam pela comodidade de receber frutas e legumes em casa. No entanto, a feira livre oferece uma experiência que vai além da compra: o contato direto com os produtores, a possibilidade de escolher os itens um a um, a descoberta de ingredientes sazonais e o convívio social. Para chefs como Telma Shimizu e Diego Sacilotto, a feira é fonte de inspiração e de produtos frescos que fazem a diferença nos pratos.

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