O amazonense Jhonatha Frazão sofreu a primeira derrota da carreira profissional de MMA no último sábado (25), mas saiu do octógono ovacionado pelo público que lotou a arena. Na disputa pelo cinturão peso-galo do Jungle Fight, ele enfrentou o campeão Tiago Pereira durante cinco rounds e, após o combate, teve seu retorno ao evento sinalizado pelo presidente Wallid Ismail.
Luta de última hora e atuação de gala
Natural de Manaus e radicado no Rio de Janeiro, onde treina na GFTeam Matriz, Jhonata aceitou disputar o título com apenas duas semanas de antecedência. Diante de Tiago, que chegou ao confronto como campeão da categoria até 61kg, conseguiu levar a luta até a decisão dos jurados. “O que eu podia entregar dentro do octógono eu entreguei. Aceitei essa luta faltando duas semanas e me preparei da melhor forma possível. Sabia que seria uma luta difícil, mas mesmo assim me dediquei para entregar um grande show, e foi isso que eu fiz”, afirmou.
A lição que Jhonatha tirou do combate foi de que realmente nasceu para o MMA. “Em duas semanas consegui bater de frente com o melhor atleta da categoria até 61kg do Brasil. Isso me provou que, se eu me dedicar 100%, vou ser o atleta mais perigoso dessa categoria”, destacou.
Respeito conquistado dentro e fora do octógono
Com seis vitórias e agora uma derrota no MMA profissional, Jhonatha considera que a atuação diante do campeão mudou a forma como passou a ser visto dentro do Jungle Fight. O amazonense também destacou a reação de Wallid Ismail após os cinco rounds. “Como o presidente (Wallid Ismail) disse, não teve perdedor nessa luta. Entrei ali como apenas mais um cara bom de grappling e que talvez fosse ser nocauteado. Saí gigante, como um cara que sempre vai entregar um show e vai ser perigoso. Tenho certeza de que ganhei o respeito de todos que estavam naquela arena. Mesmo sem o cinturão, o respeito e a admiração que conquistei valeram mais que o título”, ressaltou.
Lições e evolução para o futuro
Faixa-preta de Jiu-Jitsu da GFTeam, Jhonatha também identificou pontos a serem trabalhados depois da experiência de disputar cinco rounds no MMA. A expectativa é aproveitar o período até a próxima luta para corrigir os erros observados. “Essa luta me fez enxergar que tenho bastante coisa para aprimorar e melhorar. Não fiz nem 20% do que sou capaz, muito menos do que treino. Sei que depois dessa luta vou evoluir muito e voltarei mais experiente e forte”, disse.
De Manaus ao Rio: a trajetória de dedicação
Jhonatha deixou Manaus e se mudou para o Rio de Janeiro para ampliar sua rotina de treinamento e investir na carreira esportiva. Na GFTeam Matriz, passou a conciliar a preparação para o MMA com o Jiu-Jitsu, modalidade na qual também compete. “Saí de Manaus para viver isso. Sei o preço que pago, sei tudo o que já passei e nunca vou vender vitória fácil. A GFTeam tem essa característica que se conecta comigo: sempre brigar e nunca desistir. Ali é minha casa, onde faço meus maiores treinos de grappling, e isso agrega muito nas minhas atuações, não só no Jungle Fight, como também nas competições de Jiu-Jitsu. Não é à toa que me tornei quem sou hoje e conquistei diversos títulos”, ressaltou.
Objetivo renovado: o cinturão no horizonte
A derrota para Tiago Pereira interrompeu a invencibilidade de Jhonatha no MMA profissional, mas não alterou seu objetivo dentro da organização. Com a possibilidade de retornar ao Jungle Fight, o peso-galo pretende iniciar uma nova sequência para chegar novamente à disputa do cinturão. “O sabor da derrota é sempre ruim. Ninguém gosta e nem devemos gostar. Mas ela nos ensina e faz a gente entender que nem tudo acontece no nosso querer ou na nossa vontade, e sim na vontade de Deus. Sei que isso só me serviu de combustível e me mostrou que tenho total capacidade de ser campeão e ter esse cinturão comigo”, concluiu.



