Thiago Volpi projeta duelo contra o Fluminense: 'Jogo dificílimo'
Volpi projeta duelo contra o Fluminense: 'Jogo dificílimo'

Thiago Volpi, goleiro do Bragantino, projeta um 'jogo dificílimo' contra o Fluminense, marcado para esta sexta-feira, às 20h, no Maracanã, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista exclusiva ao ge, o jogador de 35 anos, que teve passagem de dois anos em Xerém, fala sobre a mudança que o clube carioca causou em sua vida profissional, descarta mágoas por não ter ficado e projeta o confronto que vale vaga no G-4.

A saída do Fluminense e o amadurecimento

Volpi avalia que a saída do Fluminense foi uma 'virada de chave' em sua carreira. 'O fato de não ter ficado me ajudou muito porque deixei uma oportunidade grande passar e aquilo me fez repensar minhas atitudes', afirmou. O goleiro, que hoje se destaca no Bragantino, reconhece que era muito novo durante a passagem por Xerém e que deixou a desejar no 'extracampo'. Ao retornar ao São José-RS, percebeu que a realidade havia mudado e que precisava mudar o rumo da carreira. Nesse aspecto, agradece ao Fluminense por lhe proporcionar 'maturidade'.

Recordações em Xerém: histórias divertidas e gratidão

Ao recordar momentos nas categorias de base do clube, Volpi brinca sobre histórias que precisam ficar em 'off'. 'Tem algumas histórias divertidas de Xerém que acho que não dá pra contar (risos)... Eu fico devendo a história. Digamos que eu não era o mais disciplinado possível', comentou. Apesar disso, ele avalia a passagem como positiva e revela o que ouviu ao se despedir: 'No dia que eu fui me despedir, um médico do clube me disse: "Não acredito que tu tá indo embora. Tinha certeza que tu seria goleiro do Fluminense." Acabou que não tive a oportunidade, mas passar por Xerém foi uma das melhores coisas que aconteceu, não só na minha carreira, mas na vida pessoal também', disse o jogador.

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Duelo de goleiros: Volpi x Fábio

Para o jogo desta sexta-feira, o reencontro com o clube formador reserva também um encontro com outro grande 'guardião' das traves: Fábio. Volpi trata o duelo como 'privilégio' e reforça a importância dos feitos do adversário no cenário mundial. 'Ele sabe da admiração que tenho por ele, sempre fiz questão de deixar isso público. Fábio é acima da média em todos os aspectos e tem nos ajudado muito. As portas ficam abertas para goleiros de 35, 36 anos, por tudo que ele tem feito. Enfrentá-lo é motivo de orgulho', completou.

Objetivo do Bragantino: vitória e entrada no G-4

Apesar da relação positiva com o Fluminense, Volpi não esconde o objetivo do Bragantino de entrar no G-4 e garante que o time paulista vai ao Maracanã para conquistar a vitória. 'Sabíamos que essa volta da Copa do Mundo seria com aquele "jogo de 6 pontos". A gente espera um jogo dificílimo porque sabemos a qualidade dos jogadores do Fluminense, mas queremos reiniciar o Campeonato Brasileiro com essa vitória', afirmou.

Desafio contra Hulk e outras referências

Além do duelo contra Fábio, Volpi também enfrentará Hulk, que faz sua estreia oficial pelo Fluminense. 'O Hulk dispensa comentários. A trajetória dele fala por si só. Como goleiro temos que estar bem espertos porque ele é um cara de muito recurso, chuta bem de média e longa distância... Tem o fato de estar fazendo a estreia oficial, o Maracanã vai estar cheio... São requintes que deixam o jogo mais legal pra gente', analisou. Sobre suas referências no futebol, Volpi cita Rogério Ceni e Júlio César. 'Eu nunca escondi de ninguém que o Rogério Ceni sempre foi uma das minhas inspirações. Até o fato de eu bater os meus pênaltis, fazer os meus gols de vez em quando... isso se deve ao que o Rogério fazia. Sempre admirei ele. O Júlio César, ex-seleção brasileira e Inter de Milão, também era um cara que eu adorava ver jogar, sempre foi uma referência', afirmou.

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Especialista em pênaltis: segredo e inspiração

Atualmente, Volpi é o quarto goleiro brasileiro com mais pênaltis defendidos na carreira, superando o próprio Fábio, que é o sexto. 'É difícil dizer se tem algum segredo, as coisas simplesmente foram acontecendo. Fico muito feliz de estar nessa lista com esses goleiros. Hoje a gente tem bastante informação, a gente consegue ler os cobradores', explicou. Além de defender, Volpi também se tornou batedor de pênaltis, inspirado por Rogério Ceni. 'O fato de ser fã do Rogério pesa muito, mas, quando eu era garoto, eu queria ser atacante (risos). Aproveitei que não dava para ser atacante e decidi tentar fazer alguns gols. Comecei a ter minhas primeiras experiências no profissional, pude fazer isso bem no México, no Grêmio e agora estou fazendo no Bragantino também', concluiu.