Vitória parabeniza STJD por denúncia contra Maurício, do Palmeiras
Vitória parabeniza STJD por denúncia contra Maurício

O Esporte Clube Vitória saiu em defesa da denúncia oferecida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra Maurício, do Palmeiras, após a cotovelada no zagueiro Cacá durante a partida da última quarta-feira (29), no Barradão. Na avaliação do clube baiano, a denúncia “evidencia o grave equívoco cometido pela equipe de arbitragem da partida”. O jogo terminou com goleada palmeirense por 4 a 0.

Maurício recebeu apenas cartão amarelo na jogada, mas a procuradoria do STJD entendeu que houve conduta violenta e apresentou a denúncia neste sábado. O Vitória, então, publicou uma nota oficial em apoio à decisão e criticou a arbitragem.

Arbitragem e VAR são alvos de crítica

Na nota, o árbitro de campo Alex Gomes Stefano e o árbitro de vídeo Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira foram citados nominalmente. O clube disse que a decisão de não expulsar Maurício, somada ao fato de o VAR não ter recomendado a revisão do lance, “afronta os critérios técnicos estabelecidos para a condução do jogo e compromete a credibilidade da arbitragem brasileira”.

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O clube também afirmou que o episódio gerou indignação “não apenas entre os profissionais e torcedores do Vitória, mas também entre todos aqueles que prezam pela integridade da competição e pela correta aplicação das regras do futebol”.

Quem são os denunciados

Além de Maurício, o STJD denunciou Cacá, Luan Cândido, o presidente do Vitória, Fábio Mota, e o próprio clube. A denúncia foi oficializada neste sábado, depois da partida marcada por expulsões. Aos 13 minutos do primeiro tempo, o volante Marlon Freitas, do Palmeiras, também levou cartão amarelo.

Cacá foi expulso aos 36 minutos do primeiro tempo após falta em Arias, do Palmeiras. Luan Cândido também foi expulso e, segundo o STJD, fez um gesto de “roubo” com as mãos. Fábio Mota se pronunciou após o apito final sobre as polêmicas da partida. Confira todos os denunciados:

  • Cacá (Vitória): artigo 245 do CBJD, por praticar jogada violenta; a pena prevista é de suspensão de 1 a 6 partidas.
  • Luan Cândido (Vitória): artigo 243-F, por ofensas à honra por fatos diretamente relacionados ao esporte; a pena é multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de 4 a 6 jogos.
  • Fábio Mota (presidente do Vitória): artigo 258, por conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva; a pena é suspensão de 15 a 180 dias.
  • Esporte Clube Vitória: artigo 191, por deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de regulamento; a pena é multa de R$ 100 a R$ 100 mil.
  • Maurício (Palmeiras): artigo 254 do CBJD, por conduta violenta; a pena é de 1 a 6 jogos de suspensão.

Nota oficial do Vitória

O Vitória usou a nota para pedir que as denúncias contra os seus atletas, o presidente e o próprio clube sejam consideradas improcedentes. Para o clube, a denúncia contra Maurício serve como reconhecimento de que a arbitragem errou e fortalece a tese de defesa dos rubro-negros.

Na íntegra, o clube afirmou: “A denúncia apresentada pelo órgão evidencia o grave equívoco cometido pela equipe de arbitragem da partida. A decisão do árbitro de campo, Sr. Alex Gomes Stefano, de não expulsar o atleta, somada à omissão do árbitro de vídeo, Sr. Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, que sequer recomendou a revisão do lance, afronta os critérios técnicos estabelecidos para a condução do jogo e compromete a credibilidade da arbitragem brasileira.”

Julgamento na próxima terça-feira

Todos os denunciados serão julgados na próxima terça-feira. O presidente Fábio Mota, reincidente, já havia sido suspenso por 15 dias em maio deste ano, também pelo artigo 258 do CBJD.

No julgamento, o Vitória promete defender seus interesses e aguarda a análise dos lances que resultaram nas expulsões de Cacá e Luan Cândido. O clube espera que as acusações contra os seus representantes caiam e que a punição a Maurício seja mantida como forma de corrigir o que classifica como um grave erro da arbitragem.

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