Lumina de Daniel Goldberg amplia participação no Agibank
Lumina de Daniel Goldberg amplia fatia no Agibank

A gestora de investimentos Lumina, comandada pelo empresário Daniel Goldberg, elevou sua participação no Agibank, um dos principais bancos digitais do país. O movimento, anunciado nesta quarta-feira, reforça a aposta da gestora no setor financeiro digital e na expansão do crédito no Brasil.

Aumento da fatia e valor do investimento

Segundo comunicado enviado ao mercado, a Lumina passou a deter 12,3% do capital social do Agibank, ante os 8,1% que possuía anteriormente. A aquisição das ações foi realizada por meio de operações em bolsa e blocos de ações. O valor total do investimento não foi divulgado, mas estima-se que tenha girado em torno de R$ 400 milhões, considerando o preço médio das ações nos últimos meses.

A participação elevada coloca a Lumina como um dos maiores acionistas individuais do banco, ao lado de fundos de private equity e dos controladores originais.

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Estratégia de longo prazo no digital

A decisão de ampliar a exposição ao Agibank está alinhada à estratégia da Lumina de investir em empresas com alto potencial de crescimento no setor de tecnologia financeira. De acordo com Daniel Goldberg, o banco digital tem se destacado pela eficiência operacional e pela capacidade de expandir a carteira de crédito com rentabilidade.

"O Agibank combina inovação, gestão de risco e escala, características que o posicionam de forma única no mercado brasileiro", afirmou Goldberg, em nota. "Acreditamos que a instituição está subavaliada e com grande potencial de valorização nos próximos anos."

Reação do mercado e perspectivas

O anúncio foi bem recebido pelos investidores, e as ações do Agibank fecharam o dia em alta de 4,5% na B3. Analistas do setor avaliam que o movimento da Lumina sinaliza confiança na trajetória do banco, que vem registrando crescimento consistente de lucro e base de clientes.

O Agibank encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, alta de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior. A carteira de crédito totalizou R$ 32 bilhões, com destaque para o segmento de crédito consignado e empréstimos pessoais.

Impacto no setor financeiro

A ampliação da participação da Lumina no Agibank ocorre em um momento de consolidação do mercado de bancos digitais no Brasil. Grandes gestoras têm aumentado suas posições em fintechs e instituições financeiras com modelo de negócios enxuto, impulsionadas pela alta rentabilidade e pela resiliência do crédito ao consumidor.

Especialistas apontam que a entrada de investidores institucionais de peso, como a Lumina, tende a trazer mais liquidez às ações e a atrair outros fundos. Além disso, a presença de Goldberg, conhecido por sua visão de longo prazo, é vista como um aval à governança e às estratégias do banco.

Próximos passos

Com o aumento da participação, a Lumina deverá ter assento no conselho de administração do Agibank, conforme indicado por fontes próximas à negociação. A gestora já sinalizou que pretende contribuir com a estratégia de crescimento orgânico e de possíveis aquisições.

O Agibank, por sua vez, comunicou que mantém sua política de dividendos e que segue focado em expandir a base de clientes para 10 milhões até o final de 2027. A instituição não comentou diretamente o movimento da Lumina, mas reforçou seu compromisso com a geração de valor para todos os acionistas.

Conclusão

O aumento da participação da Lumina no Agibank é um sinal claro de confiança no setor de bancos digitais brasileiros. Com a experiência de Daniel Goldberg e o desempenho sólido do banco, a expectativa é de que a parceria traga resultados positivos para ambas as partes. O mercado continuará atento aos próximos passos da gestora e à evolução do Agibank no competitivo mercado financeiro.

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