Vasco e Fluminense empatam sem gols no Maracanã pela Copa do Brasil
Vasco e Fluminense empatam sem gols no Maracanã

O clássico entre Vasco e Fluminense, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil, teve roteiro marcado pela cautela e pelas faltas. As duas equipes, que vivem fases turbulentas, entraram em campo no Maracanã neste sábado com a expectativa de um duelo pragmático, 'pisando em ovos'. O que se viu foi um jogo truncado, com chances para os dois lados, mas nenhum gol. A decisão da vaga ficou para a partida de volta, quarta-feira, às 21h30, no mesmo estádio.

Desfalques pesam nos dois lados

Os técnicos Pedro Emanuel e Luis Zubeldía tiveram de buscar soluções para desfalques significativos. No Vasco, a ausência de Thiago Mendes, suspenso, abriu espaço para Jair, recuperado de uma grave lesão no joelho direito. Jair formou o meio-campo com Tchê Tchê e o jovem Ramon Rique, de 18 anos, mas atuou como camisa 8, com a função de recuar para compor uma linha de cinco na marcação e na saída de bola.

O Fluminense, por sua vez, enfrentava um problema ainda maior na defesa. Além de Thiago Silva, lesionado, o time não pôde contar com Millán e Freytes, ambos no departamento médico. Jemmes ainda retomava os treinos com o grupo. Assim, Ignácio e Igor Rabello foram escalados como zagueiros titulares, e o banco de reservas sequer tinha um jogador para a posição.

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Primeiro tempo de marcação forte e exaltação

Com os desfalques, o duelo começou truncado. As faltas se multiplicaram desde o início e esquentaram os ânimos também fora do gramado. Luis Zubeldía reclamou bastante das decisões do árbitro Ramon Abatti Abel, e o auxiliar Carlos Gruezo acabou recebendo cartão amarelo. Pedro Emanuel, no campo rival, permaneceu mais contido e praticamente não saiu do banco.

Apesar do excesso de interrupções, as melhores oportunidades da primeira etapa pertenceram ao Fluminense. Com Hulk barrado, o time de Zubeldía apostou nas jogadas de pivô de John Kennedy e nas transições rápidas. Savarino exigiu boa defesa de Léo Jardim, enquanto Canobbio mostrou mais uma vez sua limitação no chute, desperdiçando uma chance clara.

Vasco reage na etapa final

Logo no começo do segundo tempo, o Vasco enfim criou alguma coisa. Paulo Henrique, lateral-direito, apareceu pela direita e finalizou de pé trocado, com a perna esquerda, mas o chute saiu fraco e não exigiu grande esforço de Fábio. Foi o primeiro lance de perigo real do time cruz-maltino.

A pressão aumentou quando Tchê Tchê aproveitou uma antecipação equivocada de Igor Rabello e quase marcou de cabeça. Antes, John Kennedy havia recebido um passe açucarado de Lucho Acosta, mas repetiu o erro de Canobbio e não conseguiu finalizar com precisão.

Empate mantém decisão em aberto

Com as substituições, a torcida cruz-maltina assumiu o papel de empurrar o Vasco para a vitória. O Fluminense sentiu a pressão e recuou, apostando na defesa para segurar o empate. Nos minutos finais, o placar permaneceu inalterado, e o jogo terminou em 0 a 0.

O resultado deixa a classificação em aberto para a quarta-feira, quando as equipes voltam a se enfrentar no Maracanã, às 21h30, pela partida de volta das oitavas de final.

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