Torcida do Sport detona time e Gilmar Dal Pozzo após má fase na Série B
Torcida do Sport detona time e técnico após má fase

O Sport reencontra Lucas Lima nesta quarta-feira, no jogo contra o Goiás, às 20h30, fora de casa, pela Série B. Em meio a uma temporada de futebol irregular da equipe, sem um meia clássico no elenco, a ausência do jogador que comandou o setor de criação nos últimos anos é sentida. Desde o início do ano, o Sport ainda não encontrou um dono para a função. Carlos de Pena foi utilizado como articulador em parte da temporada, enquanto Biel, volante de origem, também atuou mais adiantado para tentar organizar a construção ofensiva. Nenhuma das alternativas, porém, vingou de forma efetiva para tornar a equipe mais regular.

Problema vai além da falta de um meia

O Leão vive um momento de instabilidade na Série B, com sete partidas sem vitórias. Um jogador com as características de Lucas Lima faria a diferença? Para o comentarista Cabral Neto, não necessariamente. O principal problema do Sport é outro e passa pela falta de consistência. "A ausência de um jogador como Lucas Lima no elenco do Sport é potencializada pela falta de organização e de ideias claras de jogo. Diversas equipes conseguem ser competitivas sem um meia com essas características, desde que tenham mecanismos coletivos bem treinados e um modelo de jogo consistente. O Sport, porém, não conseguiu construir isso em nenhum momento da temporada", afirma Cabral Neto.

Dependência de talento individual

Na avaliação do comentarista, justamente por não ter conseguido estabelecer um padrão de jogo, o Sport passou a depender cada vez mais da qualidade técnica de alguns jogadores para desequilibrar partidas. "Quando um time apresenta tantas limitações coletivas, o talento individual passa a ter um peso ainda maior para compensar os defeitos da equipe", avalia. "É exatamente o que acontece com Barletta e Perotti nesta Série B. São eles os jogadores capazes de quebrar a previsibilidade do Sport e elevar o nível de competitividade da equipe. Na ausência de soluções coletivas, o talento individual naturalmente ganha protagonismo", acrescenta.

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Lucas Lima também enfrenta irregularidade no Goiás

O reencontro com Lucas Lima também serve para lembrar que, apesar da identificação do meia com o Sport, sua temporada pelo Goiás não tem sido marcada por atuações de alto nível em sequência. Aos 36 anos, ele jogou 27 partidas pelo time goiano em 2026, com um gol e três assistências. "O próprio Lucas Lima, por exemplo, não faz uma grande temporada no Goiás. Suas atuações são marcadas pela irregularidade. Ninguém questiona sua capacidade de decidir partidas, mas sua principal limitação hoje é a dificuldade de manter esse nível de influência de forma constante ao longo do ano", diz Cabral Neto.

Caminho é o jogo coletivo

Por isso, o comentarista entende que a evolução do Sport passa menos pela reposição de um jogador com características semelhantes e mais pela construção de um jogo coletivo capaz de reduzir a dependência das individualidades. "Sem a possibilidade de contar com um meia armador de perfil mais clássico, o caminho para o Sport passa, necessariamente, pela construção de um jogo coletivo mais sólido. A solução está muito mais nas ideias implementadas pela equipe do que na simples reposição de um nome."

Histórico de Lucas Lima no Sport

Depois de ter atuado no Sport no início da carreira, em 2013, Lucas Lima voltou em 2024 por empréstimo do Santos e assinou em definitivo por dois anos. Somando suas duas passagens pelo Leão, ele disputou 154 partidas, marcou 17 gols e deu 34 assistências no Rubro-negro. Em 2024, o jogador foi o destaque da equipe na campanha de acesso na Série B. Já em 2025, o Leão teve uma temporada para esquecer, com a segunda pior campanha da história do Brasileirão de pontos corridos. No início de 2026, o jogador chegou a um acordo para rescindir contrato, após o Rubro-negro ter sugerido redução salarial.

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