Samuel Lino, atacante do Flamengo, consolidou-se como o maior garçom do futebol brasileiro em 2026, acumulando 14 assistências na temporada — nove em jogos oficiais e cinco em amistosos. O feito foi alcançado após a vitória rubro-negra por 4 a 2 sobre o Olimpia, do Paraguai, em amistoso da intertemporada. Lino superou Erick, do Vitória, que tem 12 passes para gol.
Adaptação como armador
Com as ausências de Arrascaeta e Carrascal, Lino passou a atuar como uma espécie de 'falso 10', função que não era a sua original. Formado como centroavante e atuando como ponta-esquerda na carreira profissional, o jogador se destacou na nova posição. Na 18ª rodada do Brasileirão, contra o Coritiba, marcou dois gols e deu uma assistência na vitória por 3 a 0 no Maracanã.
Números expressivos nos amistosos
Durante a intertemporada, Lino acumulou dois gols e cinco assistências em três amistosos. Ele serviu Bruno Henrique no empate por 2 a 2 com o River Plate (Argentina), deu o passe para Wallace Yan marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Benfica (Portugal) e distribuiu três assistências na goleada por 4 a 2 sobre o Olimpia (Paraguai).
Top 5 garçons do Brasil em 2026
- Samuel Lino (Flamengo): 14 (9 oficiais + 5 amistosos)
- Erick (Vitória): 12
- Garro (Corinthians): 11
- Josué (Coritiba): 10
- Andreas Pereira (Palmeiras): 9
- Flaco López (Palmeiras): 9
Dos cinco maiores garçons, apenas Garro disputou um amistoso durante a pausa para a Copa do Mundo. O meia argentino foi titular no empate por 1 a 1 com o Cascavel-PR, mas não participou diretamente do gol de Matheus Pereira. Vitória, Coritiba e Palmeiras realizaram apenas jogos-treino, sem súmulas oficiais.
Encaixe com Pedro é elogiado
Das 14 assistências de Lino, seis foram para o centroavante Pedro. O técnico Leonardo Jardim elogiou a dupla: 'São dois jogadores importantes na nossa estrutura, dois jogadores diferentes. Devido à carência que tivemos de meias ofensivas, com Carrascal na seleção e expulso, Arrascaeta lesionado há muito tempo, tivemos que inventar e criar uma dupla, que era uma dupla que ainda não tinha sido usada no Flamengo. Usamos contra o Coritiba, já tínhamos treinado, e está correndo tudo bem.' Jardim acrescentou: 'Com certeza é uma dinâmica que eu gosto, dois jogadores mais na frente, com características diferentes e casá-las. Um jogador mais técnico e outro mais de mobilidade.'
Contratação cara e recuperação de prestígio
Até a contratação de Paquetá, Lino era o reforço mais caro da história do Flamengo, comprado por 22 milhões de euros (cerca de R$ 143 milhões na cotação de 2025) junto ao Atlético de Madrid. Após uma estreia promissora, o atacante enfrentou contestação da torcida, mas recuperou o prestígio sob o comando de Jardim.



