A Copa do Mundo de 2026 apresenta o menor índice de acerto de pênaltis dos últimos 60 anos. Das 60 penalidades cobradas até o momento, incluindo disputas por pênaltis, apenas 39 foram convertidas. As 21 cobranças desperdiçadas resultam em uma taxa de conversão de 65%, a mais baixa em uma única edição do torneio desde 1966.
Dificuldades de craques e a pressão das cobranças
Lionel Messi e Kylian Mbappé, dois dos maiores nomes do futebol mundial, também sentiram a dificuldade. Messi tornou-se o primeiro jogador a errar dois pênaltis no tempo normal em uma mesma Copa. Em seis mundiais, excluindo disputas por pênaltis, o argentino cobrou oito penalidades e perdeu quatro. Após a vitória contra o Egito nas oitavas de final, Messi chorou e justificou: "Estava na bronca pela forma que bati. Senti que decepcionei o grupo em um momento muito importante".
Mbappé errou um pênalti na partida contra Marrocos. O francês atribuiu o erro à demora da arbitragem para verificar o lance: o árbitro levou 1 minuto e 40 segundos para autorizar a cobrança. "Agora é preciso se preparar para momentos como esse também", afirmou Mbappé, que disse nunca ter vivido situação semelhante.
Treinamento versus pressão real
O ex-jogador Junior destacou a diferença entre treino e jogo: "Logicamente, o treinamento é tudo para isso. Só que o treinamento não tem a mesma pressão e responsabilidade. Uma coisa é você bater em 90 minutos, outra é bater numa decisão de pênaltis, onde tem uma pressão muito maior para o batedor".
O goleiro Fernando Prass explicou a perspectiva dos arqueiros: "É mais difícil pegar pênalti do que fazer. Quando você é goleiro, começa a desenvolver algumas técnicas. Primeiro de tudo é estudar o batedor, saber algumas características, algumas tendências dele. Em cima disso, tu tenta usar a seu favor".
Desempenho dos zagueiros e a reta final
Os zagueiros têm o pior desempenho estatístico: cobraram 11 pênaltis e perderam cinco. Ricardinho, outro especialista, ponderou: "Você tem que bater bem porque enfrenta goleiros de boas capacidades, que são rápidos, de ação rápida, treinados para isso. E mesmo com muita confiança, sendo bom batedor, você não consegue sucesso".
Na reta final da Copa, os pênaltis podem ser determinantes. Na final de 2022, Messi e Mbappé converteram juntos cinco cobranças (três de Mbappé, duas de Messi) durante o jogo e a disputa por pênaltis. A Argentina venceu a França justamente nos pênaltis, consolidando a importância desse fundamento.



