Carlo Ancelotti, treinador da seleção brasileira, recebe um salário anual de € 10 milhões, valor que supera em mais de duas vezes a soma dos vencimentos de Lionel Scaloni (Argentina) e Luis de la Fuente (Espanha), que disputam a final da Copa do Mundo de 2026. Enquanto Ancelotti fatura € 10 milhões por ano, Scaloni ganha € 2,3 milhões e De la Fuente, € 2 milhões, totalizando € 4,3 milhões – menos da metade do que o italiano embolsa sozinho.
Trajetórias distintas explicam diferença salarial
A disparidade reflete os diferentes caminhos percorridos pelos treinadores. Ancelotti, de 67 anos, foi contratado pela CBF em 2024 como uma estratégia para alavancar o desempenho da seleção brasileira, contando com um currículo vitorioso que inclui títulos da Champions League e campeonatos nacionais na Itália, Inglaterra, França e Alemanha. Já Scaloni e De la Fuente construíram suas carreiras dentro de suas respectivas federações. Scaloni, de 48 anos, assumiu a Argentina em 2018 após passagem como auxiliar, enquanto De la Fuente, de 64 anos, comandou as categorias de base da Espanha antes de ser promovido à equipe principal em 2022.
Impacto no mercado de técnicos
O alto salário de Ancelotti no Brasil coloca a seleção brasileira como uma das que mais investem em comando técnico no mundo. Segundo a CBF, o valor é justificado pela experiência e pelo histórico de títulos do treinador. "Ancelotti é um dos maiores técnicos da história, e seu salário reflete sua capacidade de liderar a seleção em busca do hexacampeonato", afirmou um porta-voz da entidade. A diferença salarial também evidencia o contraste entre as realidades econômicas das federações: a CBF possui receitas maiores, enquanto as federações argentina e espanhola operam com orçamentos mais enxutos.
Final da Copa do Mundo 2026
Argentina e Espanha se enfrentam na final da Copa do Mundo de 2026, marcada para o próximo domingo no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Scaloni e De la Fuente buscam o título mundial após campanhas sólidas, enquanto Ancelotti e o Brasil foram eliminados nas quartas de final pela França. A diferença salarial entre os técnicos, no entanto, não é vista como fator determinante para o sucesso em campo, mas sim como reflexo das condições de mercado e do prestígio de cada profissional.



