Ponte Preta: punições impedem os 11 reforços e obrigam uso da base
Ponte Preta: punições travam reforços e obrigam base

A Ponte Preta completou quatro jogos sem conseguir registrar e escalar nenhum dos 11 reforços contratados para a sequência da Série B do Campeonato Brasileiro. O clube está com três transfer bans ativos, sendo dois impostos pela Fifa e um pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), e não pode registrar novos atletas. Com isso, a Macaca tem dependido cada vez mais dos jogadores revelados nas categorias de base para montar o banco de reservas, enquanto tenta escapar do rebaixamento.

A situação começou a ficar ainda mais visível desde a abertura do período extraordinário para contratações, entre 6 e 17 de julho, e também após o início da janela de transferências, em 20 de julho. De lá para cá, a equipe de Márcio Zanardi enfrentou Criciúma, Goiás, Operário-PR e Athletic, todos sem poder contar com nenhum dos nomes anunciados como reforços. A escassez de opções virou um problema extra em um momento delicado, com a equipe ocupando a lanterna da competição.

Os 11 jogadores que seguem impedidos de estrear

A torcida que aguarda novidades precisa de paciência. Seguem aguardando regularização o goleiro Douglas Marques; os zagueiros Alex Nascimento, Hiago Ribeiro e Diogo Silva; o lateral-direito Williams Bahia; o lateral-esquerdo Jota; o volante Otávio; os meias Cesinha, David Braw e Enzo Boer; e o atacante João Neto. Todos eles já foram anunciados, mas não puderam ser registrados por causa das punições.

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Enquanto isso, o técnico Zanardi tem sido obrigado a olhar para as categorias de base. Na derrota para o Athletic, sete dos oito jogadores relacionados para o banco de reservas eram pratas da casa: o goleiro Guilherme Viana, de 22 anos; o zagueiro Gustavo Almeida, de 20; os volantes Juan, de 20, e Gustavo Telles, de 21; o meia Miguel, de 21; e os atacantes Nicolas Araújo, de 20, e Damião, de apenas 17. A única exceção foi o volante Rodrigo Souza, de 38 anos.

Média de idade de 22,3 anos e outros desfalques

A média de idade dos reservas no confronto com o Athletic ficou em 22,3 anos, um retrato da falta de opções maduras no elenco. O cenário é ainda pior porque Zanardi não contou apenas com os problemas de registro. Na última rodada, o zagueiro Márcio Silva foi desfalque por motivos particulares. O meia-atacante Jonathan Cafu segue no departamento médico, e Murilo Cavalcante está em fase de transição física. Ou seja, além dos 11 suspensos por questões legais, outros atletas não estavam aptos a entrar em campo.

A combinação de fatores fez com que o treinador acionasse atletas de forma improvisada. Em determinado momento, Rodrigo Souza precisou ser utilizado por mais tempo do que o previsto, mesmo não estando em plenas condições. A comissão técnica sabia do risco, mas não via alternativa diante do número restrito de jogadores disponíveis.

Zanardi cobra direção e defende base, mas alerta para pressão

Após o empate com o Athletic, o treinador foi direto ao cobrar uma solução por parte da diretoria. "A direção está trabalhando, tem que fazer a parte dela. Os jogadores estão aí. Claro que a gente poderia ter uma oxigenada melhor na equipe, mas já passaram quatro jogos e a gente precisa desses jogadores também para poder pontuar, para ter opções e melhorar o nosso nível", afirmou.

Zanardi, que teve a carreira construída na base, deixou claro que não tem medo de lançar jovens, mas destacou que a situação não é justa com eles. "Eu vim da base e não tenho problema nenhum de utilizar a base. Mas eles precisam estar trabalhando. Tem toda essa pressão, e não é justo com eles", completou.

O técnico ainda explicou a situação de Rodrigo Souza. "O Rodrigo Souza não poderia jogar mais que 20 minutos, mas precisávamos dele porque não tínhamos jogadores disponíveis para esse jogo", disse, evidenciando o aperto enfrentado pelo clube.

Próximo desafio e risco de rebaixamento recorde

A expectativa interna é de que os três transfer bans sejam derrubados antes da próxima rodada. A Ponte Preta volta a campo na sexta-feira, 7 de agosto, às 20h30, para enfrentar o Ceará, no Castelão, em Fortaleza. Caso as punições continuem valendo, a comissão técnica deve recorrer novamente aos jogadores da base para completar a relação de relacionados.

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O momento é crítico. A Macaca é a lanterna da Série B, com apenas nove pontos em 20 rodadas. São 14 partidas sem vitória, sequência que iguala o recorde negativo da história da competição, estabelecido pelo ABC em 2023. As chances de queda são de 99,9%, segundo a projeção do Gato Mestre, o sistema de probabilidades do ge. Para escapar, seria necessária uma reação histórica — e, com tantas limitações, o clube vê o tempo correr contra.