Troca de identidade visual do Nubank Parque atrasa e tem novo prazo
Nubank Parque: troca visual atrasa e deve terminar em agosto

A estreia do Nubank Parque no último domingo terminou com derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, mas o placar não foi o único destaque da noite. O estádio do Palmeiras recebeu os profissionais com a troca de identidade visual ainda incompleta: cadeiras, setores e a área de imprensa continuavam exibindo o nome da antiga parceira, a Allianz. A expectativa era de que toda a mudança estivesse pronta para essa partida, mas o cronograma atrasou. Segundo apuração do ge, o novo prazo está alinhado para a segunda quinzena de agosto.

Parceria anunciada em maio teve troca de nome após a Copa

A relação entre Palmeiras, WTorre e Nubank começou a ser desenhada em maio, quando a nova parceria foi anunciada. Até o fim daquele mês, no entanto, o estádio ainda era chamado de Allianz Parque nas comunicações oficiais das partes. O nome só foi substituído de forma oficial após a paralisação para a Copa do Mundo, no início de junho. Depois disso, Palmeiras e WTorre trabalharam para acelerar a troca da identidade visual. O plano inicial previa que a adaptação terminasse justamente para o jogo contra o Atlético-MG, o que não ocorreu.

Em contato com o ge, representantes da WTorre explicaram que o processo de mudança na identidade visual está sendo feito de maneira gradual. A reportagem esteve no estádio em algumas oportunidades para acompanhar as etapas de perto. A primeira impressão é que as áreas internas já receberam boa parte dos novos elementos. Placas de camarotes, corredores e setores comuns para torcedores ganharam o roxo da Nubank no lugar do azul da Allianz.

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Primeiro jogo oficial no Nubank Parque foi pela base

A partida contra o Flamengo, válida pelo Brasileirão sub-17, foi o primeiro jogo oficial do Palmeiras no Nubank Parque, quase duas semanas antes da estreia dos profissionais. Na ocasião, a reportagem viu peças já trocadas, principalmente nas sinalizações internas. Mesmo assim, alguns pontos seguiam com a marca antiga. Os setores próximos ao Portão A, que dá acesso à área de imprensa, ainda tinham o nome da antiga parceira. As cadeiras da arquibancada também não haviam sido todas substituídas nesse primeiro momento.

Entre uma partida e outra, a WTorre fez novas intervenções. A pintura das linhas de comunicação ao redor do gramado foi alterada, assim como as sinalizações internas. Os acessos aos portões ganharam o roxo do banco digital. O plano é que os arredores do gramado sintético também recebam as marcas da Nubank em breve. A nova paleta oficial do estádio inclui roxo, verde, branco e cinza, cores que serão aplicadas em todos os ativos visuais.

Próximos passos da transição visual

Para o confronto deste domingo, contra o Fortaleza, às 16h, a tribuna de imprensa já deve aparecer com o nome do Nubank Parque. De acordo com o ge, o nome da antiga parceira também não vai mais aparecer em boa parte das cadeiras. A tendência é que o estádio apresente um aspecto muito mais próximo da nova identidade no próximo compromisso do time. Ainda assim, a conclusão total da troca deve ocorrer apenas na segunda quinzena de agosto, como planejado entre Palmeiras e WTorre.

Apesar do avanço, ainda há itens que dependem de negociação fora do estádio. O telão de LED que funcionaria como letreiro exterior, adaptável ao evento em andamento, não tem aprovação até o momento. WTorre e Nubank já apresentaram duas propostas à Prefeitura de São Paulo, mas ambas foram negadas. A justificativa está na Lei Cidade Limpa, de número 14.223/2006, que regula a paisagem urbana e proíbe a poluição visual. As partes consideram as conversas complicadas e seguem em busca de um acordo para instalar o equipamento.

Contrato bilionário e valores estimados

O gramado do estádio, por sua vez, foi trocado antes mesmo de WTorre e Palmeiras oficializarem a mudança no naming rights. Os valores do novo contrato com o banco digital não foram revelados oficialmente, mas giram em torno de R$ 50 milhões por ano, o dobro do acordo anterior com a Allianz. O vínculo com a Nubank deve ser válido até 2044, quando vence a escritura de superfície que dá à construtora a possibilidade de exploração do estádio. A partir de 2045, a gestão e o controle passam a ser exclusivamente do Palmeiras.

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