O futebol sergipano perdeu um de seus grandes ídolos. José Américo de Oliveira, o Duda, conhecido como “Canhão da Barra”, faleceu nesta segunda-feira, aos 77 anos. O ex-atacante marcou época no Itabaiana e em outros clubes do estado, deixando um legado de gols e conquistas.
Carreira vitoriosa no Tremendão da Serra
Nascido em 7 de abril de 1949, em Barra dos Coqueiros, Duda começou sua trajetória no Vasco Esporte Clube. No entanto, foi no Itabaiana que ele alcançou o auge. Entre 1973 e 1974, o atacante defendeu o Tremendão da Serra e foi peça fundamental na conquista do Campeonato Sergipano de 1973, título que quebrou a hegemonia do rival.
Naquela campanha histórica, Duda terminou como artilheiro da competição, com 17 gols. Na final, contra o Confiança, ele brilhou: no segundo jogo, marcou um dos gols da vitória por 2 a 1; no terceiro e decisivo duelo, após empate em 1 a 1 no tempo normal, converteu sua cobrança na disputa de pênaltis, no Batistão, em 22 de agosto de 1973. O triunfo garantiu o segundo título estadual do Itabaiana e impediu o tetracampeonato do adversário.
Passagens por outros clubes e legado
Além do Itabaiana, Duda vestiu as camisas de Confiança, Cotinguiba e Lagarto, sempre deixando sua marca. Sua habilidade com a perna esquerda e o faro de gol o tornaram um dos atacantes mais temidos do futebol sergipano na década de 1970.
A notícia do falecimento foi recebida com pesar pela comunidade esportiva. O Itabaiana, em suas redes sociais, lamentou a perda e prestou homenagens ao ídolo. “Duda foi um dos grandes nomes da nossa história. Sua dedicação e seus gols ficarão para sempre na memória da torcida”, destacou o clube em comunicado.
Impacto e memória
O legado de Duda transcende as estatísticas. Ele representa uma era de ouro do futebol sergipano, quando os craques locais eram ídolos regionais. Sua morte encerra um capítulo importante, mas sua história seguirá viva nos arquivos e nas lembranças dos torcedores que o viram jogar.
O sepultamento ocorrerá em local e horário a serem definidos pela família. Até lá, fãs e admiradores prestam homenagens nas redes sociais, relembrando os gols e as jogadas que marcaram época. O “Canhão da Barra” deixa um vazio, mas também um exemplo de paixão pelo futebol.



