O Mirassol encerrou uma agonia de 129 dias dentro da zona de rebaixamento do Brasileirão 2026 ao vencer o Remo por 2 a 1, na noite de 29 de julho, no estádio José Maria de Campos Maia. O triunfo, válido pela 21ª rodada, fez o Leão Caipira saltar cinco posições e ocupar o 14º lugar, com folga de pelo menos dez dias fora do Z-4.
Alívio após longa permanência na degola
O time paulista, que no ano anterior havia terminado o Brasileirão 2025 em quarto lugar, viu o cenário se inverter em 2026. Com calendário apertado e reforços que não renderam, a equipe entrou no Z-4 em 22 de março, após derrota para o Vitória na oitava rodada. Desde então, foram 129 dias consecutivos na zona de rebaixamento, período que só terminou com a vitória sobre o Remo, considerada um "duelo de seis pontos" pela diretoria.
O desempenho não foi brilhante. O futebol apresentado ficou aquém de partidas anteriores em que o Mirassol não somou pontos, mas o resultado foi o que importava. Como destacou o ge, "o que realmente importava nessa quarta-feira, em uma final contra a degola, eram os três pontos".
Intertemporada e reformulação do elenco
A pausa de 49 dias para a Copa do Mundo foi crucial para o técnico Rafael Guanaes. O comandante, eleito o melhor da Série A em 2025, aproveitou para ajustar o elenco. Saíram jogadores que não vinham bem, como Tiquinho Soares, Lucas Mugni e Rodrigues. Em contrapartida, os reforços contratados deram resultado imediato: o Leão conquistou sete dos nove pontos disputados após a intertemporada.
O modelo de jogo consolidado, marca registrada de Guanaes, voltou a funcionar. O Mirassol, que já provou conhecer os atalhos para a permanência, agora mira a barreira dos 45 pontos. Antes disso, o foco se volta para as Copas: o time disputa as oitavas de final da Copa do Brasil pela primeira vez na história e também encara a LDU nas oitavas da Libertadores, em agosto.
O jogo: gols de bola parada e sufoco no fim
Mirassol e Remo protagonizaram um jogo brigado, com muita transpiração e pouca inspiração. Os dois gols do time paulista saíram de cobranças de escanteio de Reinaldo, lateral-esquerdo que se destaca nessa arte, orientado pelo auxiliar técnico Ivan Baitello, responsável pelo desenho das bolas paradas.
O primeiro gol saiu aos 20 minutos do primeiro tempo: Eduardo cabeceou no primeiro pau e contou com o desvio de Marllon, que marcou contra. O Remo dominou os minutos finais da etapa inicial e empatou nos acréscimos, com Leonel Picco. No intervalo, Rafael Guanaes ajustou a equipe, que voltou melhor. Nos primeiros dez minutos do segundo tempo, o Mirassol criou boas chances com Gustavo Mosquito e Eduardo. Na terceira oportunidade, Reinaldo cobrou escanteio na cabeça de João Victor, que testou firme para fazer 2 a 1.
O time da casa ainda sofreu sustos no final, com Jajá finalizando na pequena área e um recuo perigoso de Willian Machado, mas conseguiu segurar a vitória. O banco de reservas não foi bem novamente, mas, como destacou a reportagem, "o futebol não foi de encher os olhos, mas o Mirassol, nesta noite, precisava mais dos três pontos do que de performance".
Com o resultado, o Mirassol soma agora 22 pontos na tabela e respira fora do Z-4. A contagem regressiva para a permanência indica que faltam 22 pontos para garantir a elite.



