O Mirassol vive um momento de recuperação em seu estádio. Após um início de temporada irregular, a equipe paulista reassumiu a força caseira que a caracterizou no ano anterior. Nos últimos sete jogos em casa, são seis vitórias e um empate, sem derrotas. Essa invencibilidade será posta à prova contra o Remo, que vinha de três vitórias consecutivas como visitante (Bahia, Botafogo e Chapecoense), mas perdeu na volta da intertemporada para o Corinthians.
Desempenho recente do Mirassol como mandante
O retrospecto geral do Mirassol em casa nesta temporada ainda é modesto: ocupa a sexta pior campanha como mandante, com 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, somando 50% de aproveitamento. No entanto, a tendência é de alta. O ataque caseiro marcou 13 gols em 10 jogos (média de 1,30), o 14º melhor, enquanto a defesa sofreu 12 gols (1,20 por jogo), 13ª colocação. Em 20% das partidas em casa, o time não balançou as redes, e em apenas 10% não sofreu gols – segunda pior marca nesse quesito.
Curiosamente, o Mirassol tem a segunda menor eficiência ofensiva caseira: precisa de 13,8 finalizações para marcar um gol, apesar de ter a quinta maior média de chutes (15,2 por jogo). Isso indica que a equipe cria oportunidades, mas peca na pontaria. Essa ineficiência pode ser amenizada diante da fragilidade defensiva do Remo como visitante: o time paraense sofre um gol a cada 7,3 finalizações adversárias, a terceira pior resistência entre os visitantes.
Remo: números como visitante
O Remo é o 14º colocado no ranking de visitantes, com 2 vitórias, 2 empates e 6 derrotas (27% de aproveitamento). Marcou 10 gols em 10 jogos (média de 1,00), décimo melhor ataque, mas sofreu 21 gols (2,10 por jogo), a terceira pior defesa. Em 60% dos jogos fora de casa, não fez gol – pior marca entre todos os visitantes. Não sofreu gols em apenas uma partida (10%), 12ª melhor marca.
O ataque visitante do Remo tem média de 11,0 finalizações por jogo (décima) e eficiência de um gol a cada 12,2 tentativas (13ª). Do outro lado, o Mirassol como mandante sofre 11,7 chutes por partida (14º) e tem resistência de um gol a cada 10,6 finalizações adversárias (11ª).
Contra-ataques: ponto forte do Remo e alerta para o Mirassol
Um dos principais trunfos do Remo fora de casa é o contra-ataque. A equipe é a visitante que mais finalizou em transições ofensivas: 23 tentativas (média de 2,3 por jogo), com três gols marcados, o terceiro melhor desempenho. O Mirassol, por sua vez, já permitiu 12 finalizações em contra-ataques em seus domínios e sofreu dois gols nesse tipo de jogada (12ª marca entre os mandantes).
Por outro lado, o Remo também é vulnerável a contra-ataques: sofreu três gols nessa situação como visitante (quarta pior marca). O Mirassol, no entanto, raramente explora essa via: é o segundo mandante que menos finalizou em contra-ataques (nove), mas conseguiu um gol assim.
Expectativas para o duelo
Com base nos números, o Mirassol tem a chance de ampliar sua invencibilidade caseira se conseguir traduzir em gols a alta quantidade de finalizações, explorando a fragilidade defensiva do Remo. Já o visitante aposta nos contra-ataques para surpreender. As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.



