Messi e Mbappé chegam ao último fim de semana da Copa do Mundo de 2026 separados por seleções, partidas e objetivos coletivos diferentes, mas ainda ligados por uma disputa individual histórica. Com oito gols cada, o argentino e o francês brigam pela Chuteira de Ouro, pelo topo do Power Ranking da Fifa e por marcas que atravessam décadas. Enquanto Mbappé enfrenta a Inglaterra pelo terceiro lugar, Messi terá pela frente a Espanha na grande decisão.
Disputa pela Chuteira de Ouro
Messi e Mbappé dividem a liderança da artilharia com oito gols. Logo atrás aparecem Haaland, com sete, Bellingham e Harry Kane, com seis, e Oyarzabal e Dembélé, com cinco. Caso ambos terminem empatados em gols, a vantagem hoje é de Messi. O argentino soma quatro assistências na competição, contra menos participações diretas do francês. O primeiro critério de desempate da Fifa é justamente o número de assistências. Se a igualdade persistir, leva vantagem quem tiver disputado menos minutos.
Mbappé busca feito inédito
Além da artilharia desta Copa, Mbappé persegue um recorde jamais alcançado. O francês foi o goleador da Copa do Mundo de 2022, no Catar, também com oito gols. Caso termine novamente na liderança, será o primeiro jogador da história a conquistar a Chuteira de Ouro em duas edições diferentes do Mundial. Harry Kane também iniciou a competição perseguindo esse feito, por ter sido o artilheiro da Copa de 2018, mas chega à disputa do terceiro lugar dois gols atrás da dupla.
Maior artilharia desde 1970
Messi e Mbappé já igualaram a marca de oito gols alcançada por Ronaldo em 2002 e pelo próprio francês em 2022. Um gol a mais fará qualquer um deles atingir nove gols, algo que não acontece em uma Copa desde Gerd Müller, autor de dez gols no Mundial de 1970. Se um deles marcar uma vez neste fim de semana, igualará as marcas de Ademir, na Copa de 1950, e de Eusébio, em 1966. Se um dos dois marcar duas vezes neste fim de semana, igualará justamente a marca do alemão. Três gols o colocariam ao lado de Sándor Kocsis, que fez 11 em 1954. O recorde absoluto continua com Just Fontaine, autor de 13 gols em 1958.
Disputa também no ranking histórico
A briga não acontece apenas pela artilharia da Copa de 2026. Messi e Mbappé também duelam pelo topo da lista dos maiores goleadores da história dos Mundiais. O argentino lidera o ranking com 21 gols, marcados ao longo de seis edições da Copa do Mundo. Logo atrás aparece Mbappé, com 20 gols em apenas três participações. Assim, o francês pode assumir a liderança já na disputa do terceiro lugar caso marque duas vezes diante da Inglaterra. Se isso acontecer, Messi terá a oportunidade de recuperar o primeiro lugar na final contra a Espanha.
Messi também briga para ser garçom
Além da artilharia, Messi ainda pode terminar a Copa entre os maiores garçons do torneio. O argentino soma quatro assistências, uma a menos que Michael Olise, da França, com cinco. Caso dê duas assistências na final, Messi terminará isolado na liderança. Se distribuir apenas uma, dividirá o primeiro lugar com Olise. Caso alcance seis, Messi também irá empatar com o recorde de Pelé, em 1970, que distribuiu seis assistências naquela edição. Assim, o camisa 10 argentino pode encerrar o Mundial acumulando uma combinação rara: campeão, artilheiro, líder em assistências, melhor jogador da Copa e maior goleador da história.
Power Ranking da Fifa
Os dois também ocupam as primeiras posições do Power Ranking da Fifa, índice estatístico utilizado pela Fifa para avaliar o desempenho individual ao longo da competição. Mbappé lidera a classificação graças ao desempenho ofensivo, enquanto Messi aparece logo atrás impulsionado principalmente pelos números de criatividade e construção das jogadas. Como o ranking é atualizado após cada partida, tanto o jogo pelo terceiro lugar quanto a final podem alterar a liderança.
Messi e a Bola de Ouro da Copa
Se Mbappé ainda sonha com a Chuteira de Ouro e a liderança do Power Ranking, Messi chega à final também como forte candidato ao prêmio de melhor jogador da Copa. O camisa 10 argentino reúne oito gols, quatro assistências e foi decisivo durante toda a campanha da seleção. Um título diante da Espanha fortaleceria ainda mais sua candidatura à Bola de Ouro da Copa. O título ainda pode credenciar o argentino ao prêmio de melhor do mundo, como aconteceu após a Copa de 2022, quando a Argentina foi campeã e Messi escolhido como Bola de Ouro e também melhor jogador pela Fifa.



