Globo e Globoplay lançam homenagens a Preta Gil um ano após sua morte
Homenagens a Preta Gil um ano após sua morte

Na segunda-feira, o Brasil vai relembrar a alegria de Preta Gil e a saudade que ela deixou, um ano após sua morte. A TV Globo e o Globoplay lançam o projeto “Quanto mais Preta, melhor”. O documentário “Preta – eu não ando só” será exibido após “Quem ama cuida”; já a série “Meu nome é Preta” estreia no streaming com o primeiro episódio. As homenagens não param por aí. No mesmo dia, o “TVZ”, no Multishow, começa a temporada com edição especial, no palco que leva seu nome, reunindo Gominho e Lexa como apresentadores, e os convidados Aretuza Lovi e Duh Marinho.

Gominho relembra os três anos ao lado de Preta

Fiel escudeiro da filha de Gilberto Gil, Gominho contou, durante o tratamento da amiga, que abdicou de compromissos profissionais e até passou a morar com ela, para acompanhá-la de perto. Após a partida da artista, foram muitos os comentários sobre brigas, uma suposta herança milionária e até sobre a forma que ele encarava o luto. Gominho revela o que mais o chateou: “Todo mundo dizia: ‘Nossa, você parou sua vida por três anos’. Na hora, eu não processava. Depois que ela morreu, olhei para trás e vi que não tinha para onde ir. Acabei me endividando. Ela queria me ajudar em vida e eu não aceitava, não ia pedir dinheiro para quem passava por aquilo. Hoje, as pessoas me param na rua cobrando herança da Preta. Quando ela morreu, acharam um absurdo eu ir ao ‘Mais você’ e não estar chorando. Mas eu já tinha feito isso por anos antes de ela morrer. Naquele dia, eu já não tinha mais lágrimas.”

Hoje, ele diz continuar conversando com a amiga inseparável: “Converso com ela o tempo inteiro na minha cabeça e sinto respostas. Sei que ela é uma luz muito forte. Mas a ausência dela é inevitável. Preta era minha conselheira, eu não fazia nada sem falar com ela.”

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Nara Gil revela que também teve câncer no intestino

Nara Gil, irmã mais velha de Preta, revela que também teve um câncer no intestino anos antes da irmã, mas manteve sigilo. “Estou abrindo agora para você: eu tive câncer no intestino. Foi em 2013, 2014. Passei por cirurgia, quimioterapia, e no meu caso foi mais fácil de resolver”, detalha ela, contando como essa vivência a aproximou ainda mais de Preta: “A gente conversava sobre a doença, os sintomas, as sequelas. Para mim, foi difícil acompanhar o processo dela. Eu me perguntava: por que com ela não poderia ser como foi para mim?”

Nara, no entanto, valida que Preta tenha escolhido compartilhar sua jornada com o público: “Pela vida dela, fez todo o sentido ela querer abrir essa história. Muita gente se sentiu representada e foi buscar um diagnóstico também. Cada um sente o luto de uma forma, e Preta une todo mundo.”

Novas produções revelam mais facetas de Preta

As novas produções mostram mais facetas de Preta. Exibido na Globo, “Preta — eu não ando só” nasceu de um desejo da própria cantora, que queria documentar sua jornada durante o tratamento. O filme é um retrato construído a partir de registros feitos pela própria artista e pelos amigos. “Cada um fazia parte de uma equipe. Eu não sabia dar remédio, não. Era do grupo da animação. Já Aretuza trocava a bolsa (de colostomia) dela, dava banho”, diz Gominho, citando a drag convidada do “TVZ”.

Já a série do Globoplay, “Meu nome é Preta”, resgata desde cenas da infância até histórias recentes, em quatro episódios, que serão soltos semanalmente até o aniversário da cantora, em agosto. Nele, Nara Gil também marca presença, relembrando a irmã ao lado de outros parentes. Ela conta que cada um da família lidou com o luto de uma forma, mas todos respeitaram a vontade de Preta de abrir sua intimidade para seus muitos fãs.

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Força da família Gil

Nara destaca a força da família: “Cada um vive o luto do seu jeito. Flora (a madrasta) gosta de ir à missa. Eu gosto mais de ficar quietinha, sabe? Mas para celebrar a vida dela é legal que a gente fale. Foi muito bom sentar com minhas irmãs e ouvir o que cada uma sente. Dá um sentimento de união muito bonito. Ao longo da vida, eu cultivei uma paz interior, espelhada no meu pai. Conviver com ele deu essa dimensão para a gente. Sou irmã e sei a dor de perdê-la, mas ele é pai, e Drão (Sandra Gadelha) é mãe. Perder um filho é uma coisa que... Deus me livre. Então vê-los continuando nos dá força.”