O Santos enfrenta uma crise financeira e busca reduzir sua folha salarial enquanto lida com um transfer ban imposto pela Fifa. Nesse cenário, jogadores que não fazem mais parte dos planos da comissão técnica estão sendo negociados para deixar o clube. O lateral-direito Mayke e o atacante Tiquinho Soares recorreram à Justiça após não chegarem a um acordo com a diretoria sobre o pagamento de débitos e a rescisão contratual.
Rescisões em andamento
Atualmente, duas negociações ainda tramitam fora do âmbito judicial: o zagueiro Alex Nascimento e o meia Patrick, que está emprestado ao Remo. Já o volante Zé Rafael firmou um acordo na quarta-feira para encerrar seu vínculo com o clube. Pelo entendimento, o Santos assumirá os débitos passados, incluindo meses atrasados de direitos de imagem, e pagará uma indenização menor do que o valor correspondente ao restante do contrato (até dezembro de 2027). Zé Rafael chegou ao Santos em 2024 com status de titular, mas nunca conseguiu se firmar.
Casos de Mayke e Tiquinho Soares
Mayke e Tiquinho Soares não chegaram a um denominador comum com o clube nem com seus representantes, optando pela via judicial. O centroavante Tiquinho já obteve a rescisão contratual, enquanto Mayke ainda aguarda uma decisão. O venezuelano Tomás Rincón, por outro lado, saiu de forma amigável. Em março, o zagueiro João Basso também rescindiu sem litígio, assim como o argelino Bilal Brahimi, outro reforço que não vingou na Vila Belmiro.
Situação de Patrick e Alex Nascimento
O meia Patrick tem contrato de empréstimo com o Remo até o fim de 2026. O Santos possui débitos com o jogador e deseja que ele seja definitivamente transferido para o clube paraense, mas Patrick primeiro quer acertar sua situação com o Remo. Contratado em 2024 por cerca de R$ 5 milhões, a negociação deve se arrastar. Já o zagueiro Alex Nascimento, de 27 anos, está no clube desde 2019, não atuou nesta temporada e treina em horários alternativos. Seu contrato vai até dezembro de 2025, e a diretoria busca antecipar o fim do vínculo.
Contexto financeiro e impacto
Com a impossibilidade de contratar devido ao transfer ban, o Santos foca em resolver pendências financeiras com atletas que não são mais aproveitados. A saída de jogadores como Mayke e Tiquinho, mesmo que judicializada, ajuda a aliviar a folha salarial e a regularizar a situação perante a Fifa. O clube espera que as rescisões amigáveis ou judiciais permitam respirar financeiramente e, quem sabe, liberar espaço para futuras contratações quando o banimento for suspenso.



