Luiz Carlos Barreto: o fotógrafo que criou o gesto de erguer a taça
Luiz Carlos Barreto: criador do gesto de erguer a taça

Morte de Luiz Carlos Barreto

Luiz Carlos Barreto, um dos maiores nomes do cinema brasileiro, morreu nesta terça-feira aos 98 anos. Além de sua contribuição para o Cinema Novo, Barreto teve um papel fundamental na história do futebol brasileiro: foi ele quem pediu ao capitão da seleção, Hilderaldo Bellini, que erguesse a taça da Copa do Mundo de 1958, criando o gesto que se tornou tradição em todas as conquistas esportivas.

O gesto icônico

Na época, Barreto trabalhava como fotógrafo no Mundial da Suécia. Ele contava que, após a vitória do Brasil sobre a Suécia por 5 a 2, tentava registrar o momento da premiação, mas a multidão impedia uma boa foto. Foi então que ele pediu a Bellini que levantasse o troféu para que pudesse capturar a imagem. O capitão atendeu ao pedido, e a foto se tornou um dos símbolos mais emblemáticos do esporte.

"Eu estava ali, com minha câmera, e não conseguia enxergar nada. Aí gritei: 'Bellini, levanta a taça!' Ele levantou, e eu cliquei. Foi assim que nasceu o gesto", relatou Barreto em entrevistas.

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Legado no cinema

Além do episódio histórico no futebol, Luiz Carlos Barreto foi um dos pilares do Cinema Novo, movimento que revolucionou o cinema brasileiro. Ele produziu filmes como "Vidas Secas" (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e "Terra em Transe" (1967), de Glauber Rocha, obras que marcaram a cultura nacional e internacionalmente.

Barreto também atuou como fotógrafo, roteirista e diretor, deixando um legado de mais de 50 filmes. Sua morte representa uma perda imensurável para a arte e a cultura brasileiras.

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