O meio-campista Lucho Acosta, do Fluminense, tornou-se alvo de investigação após um relatório da SportRadar, empresa contratada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para monitorar apostas, identificar um volume anormal de apostas no cartão amarelo que recebeu na partida contra o Bragantino. O caso já foi comunicado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), à Polícia Federal e ao Ministério Público.
Como funciona o sistema de monitoramento
A SportRadar utiliza uma plataforma global de monitoramento que analisa em tempo real os padrões de apostas em milhares de eventos esportivos. O sistema detecta movimentações atípicas, como picos repentinos de apostas em um evento específico dentro de uma partida — neste caso, um cartão amarelo para um determinado jogador. No entanto, um alto volume de apostas não é, por si só, prova de manipulação. A empresa ressalta que seus relatórios servem como alerta para que órgãos competentes aprofundem as investigações.
Detalhes do caso de Lucho Acosta
Durante a partida entre Fluminense e Bragantino, realizada no Maracanã, Acosta recebeu um cartão amarelo que, segundo o relatório, gerou uma quantidade incomum de apostas. A SportRadar classificou o evento como de alto risco e enviou o alerta à CBF, que acionou as autoridades. O Fluminense foi notificado e afirmou que Acosta nega qualquer envolvimento com manipulação de resultados. O jogador segue treinando e à disposição do técnico Mano Menezes.
Reação do clube e do atleta
Em nota oficial, o Fluminense declarou que confia na inocência de seu atleta e que colaborará integralmente com as investigações. Acosta, por sua vez, manifestou surpresa com a suspeita e garantiu que nunca participou de qualquer esquema de apostas. “Estou tranquilo e focado no trabalho. A verdade será esclarecida”, disse o argentino, segundo fontes do clube.
Impacto e próximos passos
A investigação pode resultar em punições esportivas e criminais caso seja comprovada a manipulação. O STJD deve analisar o relatório e decidir se instaura um inquérito. Enquanto isso, a Polícia Federal e o Ministério Público apuram possíveis crimes de fraude em competições esportivas. O caso reacende o debate sobre a eficácia dos sistemas de monitoramento de apostas no futebol brasileiro.



