Lucca encerra jejum de 11 jogos e recoloca nome na disputa pela camisa 9 do Guarani
Lucca encerra jejum e recoloca nome na disputa pela camisa 9

Foram cinco meses de espera. Da conversa com o técnico Elio Sizenando à responsabilidade assumida na cobrança de um pênalti, Lucca aproveitou a oportunidade para voltar a balançar as redes e recolocar o nome na disputa pela camisa 9 do Guarani. O atacante encerrou um jejum de 11 partidas sem marcar ao abrir o caminho da vitória por 3 a 1 sobre a Inter de Limeira, no último domingo, pela Série C do Campeonato Brasileiro. O último gol havia sido em 25 de fevereiro, na vitória por 2 a 1 sobre o Castanhal, pela primeira fase da Copa do Brasil.

Oportunidade após queda de rendimento

Lucca ganhou a vaga de titular após a queda de rendimento de Maranhão, que vinha sendo o centroavante preferido de Elio Sizenando. Em busca de uma referência diferente para o setor ofensivo, o treinador optou por Lucca. A resposta veio logo no primeiro tempo, quando o atacante sofreu o pênalti e, mesmo com João Paulo sendo o batedor oficial da equipe, pediu para cobrar a penalidade.

— Eu pedi ao João Paulo para assumir a responsabilidade. Ele decidiu muitos jogos para a gente e eu pedi para bater. Ele aceitou, ele me respeita muito e eu respeito muito ele também. Nossas famílias se conhecem e ele já decidiu muito para nós. Então foi algo conversado ali por nós — revelou Lucca, em entrevista após a partida.

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Comemoração e conversa com o técnico

A comemoração também chamou atenção. Depois de marcar, Lucca deslizou em frente ao banco de reservas da Inter de Limeira, onde estava Matheus Costa, treinador que lhe deu sequência durante o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil. O gesto foi uma forma de agradecimento ao ex-técnico, mas também de mostrar a Elio Sizenando que está pronto para ser titular.

Antes da partida, Lucca havia conversado com Elio Sizenando sobre a busca por mais espaço no elenco. O atacante revelou que ouviu do treinador que precisaria estar preparado para ajudar a equipe em qualquer circunstância, fosse entrando nos minutos finais ou iniciando uma partida.

— Me esforcei muito durante esses dias para ter uma oportunidade e o professor me deu essa chance. Eu tinha falado isso para o Elio. A gente teve uma conversa cara a cara e ele disse que poderia contar comigo por dois, dez minutos ou como titular. Eu espero crescer no momento mais importante que o Guarani precisa — afirmou Lucca.

Alívio e confiança renovados

Além do gol, Lucca participou ativamente da movimentação ofensiva do Bugre e ajudou a equipe a recuperar o posto de melhor ataque da Série C, agora com 28 gols, ao lado do Maringá. O fim do jejum foi celebrado pelo atacante, que admitiu a pressão vivida nas últimas semanas, mas garantiu que nunca deixou de acreditar na retomada.

— Ganhar e fazer gol é sempre bom. Eu fiz uma partida segura, poderia ter tido mais oportunidades, mas não aconteceu. Esse é o momento de crescer. A gente estava pressionado. É difícil jogar no Guarani porque a galera pega pesado, mas a gente entende isso também. Graças a Deus, por onde eu passei eu fiz gol, mas as coisas não estavam acontecendo da maneira como eu quero. Mas eu nunca deixei de treinar e acreditar. É meio clichê, mas é a verdade. O que está no meu controle é trabalhar e esperar que as coisas voltem aos trilhos — completou.

Disputa pela camisa 9 e próximos desafios

O gol recoloca Lucca na disputa pela vaga de centroavante do Guarani para a reta decisiva da primeira fase da Série C. Com três gols em 19 partidas, o atacante marcou pela primeira vez desde a chegada de Elio Sizenando e ganha moral na concorrência com Maranhão, titular nas últimas rodadas. O técnico agora tem duas opções de peso para o comando de ataque em um momento crucial da competição.

Vice-líder da Série C, com 26 pontos, o Guarani volta a campo no dia 10 de agosto, quando enfrenta o Anápolis, fora de casa. Depois, encerra a primeira fase contra Ypiranga-RS, Botafogo-PB e Brusque. Internamente, Elio Sizenando trabalha com a projeção de alcançar 30 pontos para encaminhar a classificação ao quadrangular do acesso. Com 26, o Bugre precisa de mais quatro para atingir a marca estabelecida pelo treinador. A vitória sobre a Inter de Limeira foi fundamental para manter o time na briga pelo G-8 e dar confiança ao elenco para a reta final.

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