Lavega revela metas, trabalho psicológico e sonho com a seleção
Lavega: trabalho psicológico e sonho com a seleção

O meia-atacante Joaquín Lavega, em alta no Coritiba, revelou em entrevista exclusiva ao ge que mantém uma rotina de preparação mental intensa, com acompanhamento de dois psicólogos e um ritual solitário antes de cada partida. O objetivo é claro: sustentar o bom momento no clube e pavimentar o caminho para a seleção do Uruguai.

Rotina e rituais de Lavega no Coritiba

Lavega combina as sessões com a psicóloga do Coritiba, Marina Vidual, com encontros online com o psicólogo uruguaio Axel Ocampo. Além disso, criou um hábito peculiar: enquanto os companheiros permanecem no vestiário, ele caminha sozinho até o gramado para visualizar a partida, ouvir músicas uruguaias e reforçar a concentração.

— É um ritual. Vou ao campo, penso no motivo de estar ali, visualizo o jogo e fico um momento sozinho, escutando música. Depois volto totalmente ligado na partida — contou o jogador de 21 anos.

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Psicologia como aliada no desempenho

O trabalho mental, segundo Lavega, tem sido determinante para sua evolução no futebol brasileiro. Ele destacou que o foco é aprender a administrar rapidamente os momentos positivos e negativos dentro de campo, algo que o ajudou nos últimos dois anos.

— Trabalhamos como posso lidar com as coisas boas e ruins dentro do campo, como esquecer rápido uma situação. Isso me ajudou muito nesses últimos dois anos. Em casa também tenho uma família muito unida, que sempre me aconselha — explicou.

A família, aliás, tem papel fundamental na carreira do atacante. O pai, ex-goleiro, é uma referência constante, principalmente quando o assunto são finalizações.

— Meu pai sempre me dá conselhos sobre finalização. Ele conhece o lado do goleiro e isso me ajuda bastante — disse Lavega.

O '12º jogador' e a parceria com Ronier

No Coritiba, Lavega abraçou o rótulo de '12º jogador', associado àquele atleta que nem sempre começa entre os titulares, mas consegue mudar o rumo de uma partida. Para ele, isso representa um reconhecimento pela entrega e pela raça demonstradas dentro de campo.

Autor de gols decisivos e participações importantes na campanha do Coxa na Série A, o uruguaio vive o melhor momento desde que chegou ao futebol brasileiro. Após um início com poucas oportunidades no Fluminense, encontrou no Coritiba a sequência que buscava para ganhar confiança e se firmar no elenco.

— Primeiro era procurar minutagem, que era o que faltava. Depois, em família, sempre temos algumas apostas. É uma motivação extra. Estou feliz jogando, tendo minutos, fazendo gols e assistências. É isso que o jogador precisa para ter confiança — reconheceu.

Pelo Coritiba, Lavega soma 28 partidas na temporada, com cinco gols e duas assistências. Na prática, participa diretamente de um gol a cada quatro jogos.

Do Fluminense ao Coritiba: adaptação rápida

Antes de chegar ao Alto da Glória, Lavega teve poucas oportunidades no Fluminense. No Coritiba, onde tem contrato por empréstimo até dezembro, encontrou o espaço que buscava para se firmar. Para o camisa 7, a rápida adaptação foi consequência do ambiente encontrado no clube.

— Cheguei aqui e encontrei um grupo muito unido. Todos me ajudaram desde o início. Hoje estou adaptado, assentado no grupo e jogando, que é o que o futebolista precisa — falou.

O uruguaio também disse não fazer distinção entre começar uma partida ou entrar durante o segundo tempo.

— Sempre estou preparado, seja começando ou vindo do banco. Tenho confiança em quem vai iniciar a partida e todos estão prontos para jogar. Essa união é uma fortaleza do grupo — apontou.

Segundo apurou o ge, o Coritiba terá de investir cerca de US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 15,5 milhões) para contratar o atacante em definitivo junto ao Fluminense.

Visibilidade no Brasil e sonho com a seleção

Além de mirar a convocação, Lavega acredita que atuar no Campeonato Brasileiro aumenta sua visibilidade e oferece o nível de competitividade necessário para voltar ao radar da seleção uruguaia.

— O futebol brasileiro é praticamente um futebol europeu na América. É muito intenso, tem grandes jogadores e cada vez mais atletas da Europa vêm jogar aqui. É uma das ligas mais competitivas do mundo — completou.

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O Coritiba volta a campo no sábado, às 20h30 (de Brasília), contra a Chapecoense, no Couto Pereira, tentando encerrar a sequência de quatro jogos sem vitória na Série A. O Coxa soma 27 pontos e ainda busca o primeiro triunfo desde a retomada do campeonato após a pausa para a Copa do Mundo.