Espanha chega à final com defesa sólida
Comandada pelo zagueiro Aymeric Laporte, a Espanha chegou à final da Copa do Mundo com apenas um gol sofrido. Neste domingo, às 16h (de Brasília), os espanhóis têm a missão de manter a boa defesa para parar Lionel Messi e vencer a Argentina na decisão do Mundial.
Laporte critica tolerância com agressividade argentina
Laporte diz que a seleção europeia está preparada para encarar o jogo agressivo dos sul-americanos, uma característica do rival. No entanto, pede que o árbitro esloveno Slavko Vincic controle a intensidade do confronto, algo que, segundo o jogador, outros juízes não fizeram em outros jogos da Argentina nesta Copa.
— Não me preocupo nem um pouco com a agressividade no futebol. Se for tolerável e o árbitro fizer o seu trabalho, não tenho problema nenhum. É verdade que em jogos recentes vimos coisas que nos surpreenderam bastante, ações que deixaram passar. Principalmente com a Argentina, uma equipe que deixa muitos recados. Isso não deveria ser permitido no futebol, especialmente em competições tão importantes, porque pode desestabilizar e frustrar o time. Faz parte do trabalho do árbitro controlar essas coisas para que não se aproveitem delas. Se um ou dois jogadores fizerem isso, a partida será um caos. Mas é verdade que tudo dependerá da arbitragem — disse Laporte, em entrevista ao jornal espanhol "Marca".
Números de cartões e faltas
A Argentina tomou nove cartões amarelos durante a Copa do Mundo, ficando atrás apenas do Egito (12) e do Canadá (11) nessa estatística. Os argentinos lideram o ranking de faltas cometidas na competição, com 88 anotadas, oito a mais que a Espanha, terceira nesse critério. Nenhum cartão vermelho foi aplicado contra os sul-americanos. São números que, para Laporte, não refletem a realidade da agressividade dos "recados" argentinos, uma vez que os árbitros teriam sido coniventes.
— Desde o início do torneio, temos sido uma equipe bastante justa nesse sentido. Não saímos por aí agredindo os adversários ou cometendo faltas imprudentes. E acho que é isso que temos que fazer nesta partida. A questão é que não temos controle sobre isso. Tem que haver alguém que supervisione essas ações e garanta que seja futebol e não outra coisa. Que um ou dois jogadores não façam certas coisas... — completou o zagueiro.
Árbitro da final
O esloveno Slavko Vincic foi o escolhido pela Fifa para comandar a final da Copa do Mundo de 2026. Ele vai trabalhar ao lado dos auxiliares e compatriotas Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic. O quarto árbitro será o jordaniano Adham Makhadmeh, enquanto o alemão Bastian Dankert estará na arbitragem de vídeo.
Desafio de parar Messi
Laporte também analisou o desafio de parar Lionel Messi. O argentino é o artilheiro desta Copa até o momento, com oito gols e quatro assistências.
— Ele é uma lenda para a vida toda. Todos nós assistimos a vídeos do Leo desde crianças. A verdade é que joguei muitas partidas contra ele e infelizmente estou nas fotos contra ele (risos). Ele sempre aparece em muitos momentos importantes. Em muitos dos meus também. Ele é um jogador de futebol incrível. Todos nós adoramos vê-lo jogar. Agora, espero que a Copa do Mundo não seja para ele, mas para nós — concluiu Laporte.



