O Santos enfrentou o Remo e, apesar de ter construído um bom volume de jogo, principalmente no primeiro tempo, não conseguiu transformar a posse em uma vitória tranquila. As notas do ge e da torcida, publicadas no ranking de atuação, mostram que o desempenho individual oscilou: enquanto alguns jogadores se destacaram, como Barreal e o goleiro Gabriel Brazão, outros ficaram bem abaixo do esperado, caso de Rollheiser e do atacante Gabriel, o Gabigol.
Barreal e Brazão são os destaques positivos
O meia Barreal foi um dos melhores em campo, com nota 6,5 tanto na avaliação do ge quanto na do público. Ele gerou boas chances no primeiro tempo, acertou a trave e ainda deu um passe açucarado para Gabigol, que não aproveitou. Já Gabriel Brazão, também com 6,5, não foi muito exigido, mas quando precisou aparecer, correspondeu. O melhor lance foi uma defesa cara a cara em chute de Alef Manga na etapa final.
Gabigol e Rollheiser decepcionam
O atacante Gabriel, conhecido como Gabigol, teve nota 5,0 e foi alvo de críticas. Ele perdeu uma "infinidade" de gols, repetindo o que já havia ocorrido na partida anterior. Apesar de participar bastante e buscar o jogo, acabou se atrapalhando taticamente ao sair demais da área, o que deixou o ataque sem referência. Já Rollheiser, com nota 4,5, foi o pior avaliado. O meia errou muitos domínios e teve leitura ofensiva ruim, sendo substituído no intervalo.
Confira as notas completas do Santos na partida
De acordo com o ranking do ge, estas foram as notas atribuídas a cada jogador e ao técnico Cuca, na ordem de escalação:
- Gabriel Brazão (GOL): 6,5 – Pouco exigido, mas seguro e decisivo em defesa cara a cara com Alef Manga.
- Igor Vinícius (LAT): 5,0 – Discreto, sem erros graves, mas sem participação ofensiva. Saiu no intervalo.
- Gabriel Menino (LAT): 5,5 – Entrou bem e participou com boa cobrança de escanteio que gerou cabeçada de Oliva, defendida pelo goleiro. Caiu de rendimento.
- Lucas Veríssimo (ZAG): 6,0 – Bem postado, mas sofreu com contra-ataques. Importante na defesa.
- Adonis Frías (ZAG): 5,0 – Entrou nos acréscimos, pouco fez.
- João Ananias (ZAG): 6,0 – Levou uma cotovelada no rosto no primeiro tempo, mas se recuperou e atuou bem.
- Escobar (LAT): 5,5 – Fundamental na defesa, mas atrapalhou no ataque ao bloquear dois lances santistas no primeiro tempo.
- Oliva (MEI): 6,0 – Cumpriu papel de segurança no meio, com posicionamento defensivo. Teve chance de marcar no segundo tempo.
- Gabriel Bontempo (MEI): 5,5 – Fez a transição entre os setores com passes e boa saída de bola, embora discreto no primeiro tempo.
- Rollheiser (MEI): 4,5 – Muitos erros no domínio e na leitura ofensiva. O mais apagado do quarteto ofensivo. Saiu no intervalo.
- Caballero (ATA): 5,0 – Discreto, sem chances claras de gol.
- Barreal (MEI): 6,5 – Gerou boas chances, acertou a trave e deu passe para Gabigol. Destaque.
- Rony (ATA): 5,0 – Entrou nos acréscimos, pouco participou.
- Neymar (MEI): 6,0 – Muito participativo, principalmente pela esquerda, com boas jogadas, mas lento na recomposição. No segundo tempo, mais centralizado, sumiu um pouco.
- Gabriel (ATA): 5,0 – Perdeu muitas chances e se atrapalhou ao sair muito da área. Deixou a desejar.
- Thaciano (MEI): 5,5 – Entrou no fim, atuou solto, mas voltava muito para recompor.
- Cuca (TEC): 5,0 – Escalou time muito ofensivo, deixando o meio sem equilíbrio. Corrigiu no segundo tempo.
A leitura de Cuca
Cuca escalou o Santos com um trio de ataque formado por Barreal, Neymar e Gabigol, com Rollheiser também no setor, o que deixou o meio-campo com apenas dois volantes e um meia. Isso criou um desequilíbrio, faltando uma peça para conectar os setores sem gerar contra-ataques para o Remo. No primeiro tempo, o time teve volume de jogo interessante, mas foi corrigido na etapa final.



