O drama tricolor voltou a se repetir. O Fluminense criou as principais oportunidades, mas parou nas defesas de Léo Jardim e no próprio descompasso na hora de finalizar. Com o empate em 0 a 0 diante do Vasco, na tarde de sábado, em São Januário, a equipe de Luís Zubeldía adiou a definição da vaga nas quartas de final da Copa do Brasil para o jogo de volta, quarta-feira, às 21h30, no Maracanã.
Fluminense volta a pecar na efetividade
O roteiro já é conhecido desde a retomada do futebol após a Copa do Mundo. O Fluminense pressiona, chega à área adversária, mas não converte. Diante do Vasco, foram pelo menos três grandes chances: duas com Canobbio e uma com John Kennedy. Do outro lado, o Vasco criou apenas uma oportunidade clara, com Tchê Tchê.
O problema não é novidade no Brasileirão. O Tricolor também havia desperdiçado oportunidades nos empates com Bragantino e Bahia. Contra o Vasco, a estatística voltou a incomodar: 12 finalizações no total, apenas três na direção do gol.
Primeiro tempo truncado e com erros de passe
O Fluminense começou acuado, com o Vasco tendo mais a bola. A pressão vascaína obrigou o time a recorrer a lançamentos longos para Canobbio e John Kennedy. Aos poucos, porém, a equipe tricolor ganhou campo e, a partir dos 15 minutos, passou a controlar as ações e ficar mais tempo com a posse.
As melhores chances do primeiro tempo nasceram dos pés de John Kennedy e Canobbio. O camisa 9 parou em boa defesa de Léo Jardim, enquanto o uruguaio arriscou finalização para fora. Apesar das oportunidades, o jogo era truncado, com faltas duras e cartões para os dois lados. Ao final dos 45 minutos iniciais, as estatísticas apontavam 69 passes errados somando as duas equipes. No fim do jogo, o número subiu para 150.
Segundo tempo repetiu o roteiro
A etapa final teve contornos semelhantes. O Vasco começou pressionando, e o Fluminense respondeu com escapadas rápidas de Canobbio. Em uma delas, John Kennedy disparou pela ponta e encontrou o uruguaio, que voltou a falhar na definição. Minutos depois, o camisa 9 teve a chance mais clara da partida, mas esbarrou em nova intervenção de Léo Jardim.
Com o jogo brigado e intenso, Zubeldía promoveu uma tripla mudança no ataque: Serna, Soteldo e Nonato entraram nos lugares de Savarino, Lucho e Canobbio. As escolhas, porém, não surtiram efeito ofensivo. A partir dos 30 minutos, com Martinelli e Hércules cansados e Nonato ainda se adaptando ao ritmo, o time tricolor errou muito no setor central e a bola chegou pouco ao ataque. Os jogadores que vieram do banco, incluindo Hulk, participaram quase nada da reta final.
Defesa foi o ponto alto
Se o ataque deixou a desejar, a defesa deu conta do recado. Com apenas dois zagueiros à disposição, Zubeldía escalou Ignácio e Igor Rabello sob desconfiança da torcida. A dupla correspondeu, e Ignácio foi o melhor jogador do Fluminense em campo. Ele venceu praticamente todos os duelos contra Andrés Gómez, por baixo, e ainda ajudou Martinelli na construção pelo lado direito.
A postura defensiva foi destacada pelo próprio Zubeldía, que viu na atuação da dupla um alento para um time que segue com problemas no departamento médico. Até então últimas opções, Ignácio e Rabello passam a ser alternativa concreta para a sequência da temporada.
Decisão fica para o Maracanã
O Fluminense volta a enfrentar o Vasco na próxima quarta-feira, às 21h30, no Maracanã, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. O duelo vai definir quem garante a vaga nas quartas de final da competição.



