O Comitê Disciplinar da Fifa está analisando a manifestação política de jogadores da Argentina que ergueram uma bandeira com a inscrição "As Malvinas são argentinas" após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo 2026. O ato ocorreu no estádio após o apito final, reacendendo tensões históricas entre os dois países.
O que aconteceu
Após a partida realizada em 15 de julho de 2026, o meio-campista Giovani Lo Celso foi flagrado exibindo uma faixa com as cores da bandeira argentina e a frase "As Malvinas são argentinas". A imagem foi capturada pelo fotógrafo Shaun Botterill, da Getty Images, e rapidamente se espalhou nas redes sociais. A Fifa proíbe manifestações políticas em seus torneios, conforme o artigo 60 do Código Disciplinar.
Repercussão e possível punição
O Comitê Disciplinar da entidade agora avalia se aplicará sanções aos envolvidos. As punições podem incluir multas, suspensões ou até mesmo a perda de pontos, embora esta última seja considerada extrema. A federação argentina ainda não se manifestou oficialmente. A Inglaterra, por sua vez, não comentou o incidente até o momento.
Contexto histórico
As Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul, são objeto de disputa entre Argentina e Reino Unido desde o século XIX. Em 1982, os dois países travaram uma guerra de 74 dias que resultou na morte de 649 argentinos e 255 britânicos. A Argentina reivindica a soberania sobre o arquipélago, enquanto o Reino Unido o administra como território ultramarino. A exibição da bandeira reavivou o simbolismo do conflito em um palco esportivo global.
Posição da Fifa
Em comunicado, a Fifa reiterou que "o futebol não deve ser usado para mensagens políticas" e que "o Comitê Disciplinar está analisando o caso conforme as regras vigentes". A entidade não deu prazo para a decisão. A Argentina aguarda a definição enquanto se prepara para a grande final contra a França, marcada para 19 de julho.



