Ferroviário pode não disputar a Fares Lopes 2026; crise financeira
Ferroviário pode não disputar a Fares Lopes 2026

O Ferroviário Atlético Clube, tradicional agremiação cearense, enfrenta um cenário de incertezas e crise financeira. O próprio presidente do clube, Rodger Raniery, admitiu que a situação é crítica e que a participação na Taça Fares Lopes de 2026 está praticamente descartada. Em coletiva de imprensa, o dirigente revelou que os salários de jogadores, da base e de funcionários estão atrasados, e que o Conselho Deliberativo deve convocar uma Assembleia Geral para decidir sobre o rompimento com a Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Assembleia Geral pode definir futuro do clube

De acordo com Rodger Raniery, a Assembleia Geral será fundamental para definir o rumo do Ferroviário. "Eu preciso saber como o Ferroviário vai estar daqui a um mês (em setembro). Se vai estar como Associativo, como SAF. O Ferroviário está desorganizado. As demandas trabalhistas vêm aumentando, vêm me preocupando. Salário de jogador e da base atrasado. Falta gestão financeira e esportiva. Em janeiro, espero que estejamos organizados", afirmou o presidente.

O dirigente também destacou que, na sexta-feira anterior à coletiva, todos os funcionários administrativos se reuniram com ele para cobrar os salários. "Pedi um prazo, da mesma forma como eu fiz antes com eles e cumpri, como eu fiz com os jogadores anteriormente e cumpri. Quando falo 'eu', é o Ferroviário. Os funcionários, mais uma vez, confiaram em mim", completou Raniery.

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Sem competições em 2026

O Ferroviário foi eliminado da Série D do Campeonato Brasileiro e, sem a disputa da Taça Fares Lopes, não terá mais jogos oficiais em 2026. Segundo Rodger, a SAF não demonstrou interesse na competição, e o clube associativo não tem condições financeiras de arcar com os custos. A folha salarial total do clube em 2026 é de aproximadamente R$ 450 mil por mês, podendo chegar a quase R$ 500 mil quando somados os vencimentos de comissão técnica e demais funcionários.

Diálogo com a SAF

O presidente revelou que houve duas reuniões recentes com representantes da SAF, na terça e na sexta-feira. "Nas duas reuniões, eles falaram que estão convictos no projeto e conseguem resolver", afirmou. No entanto, a diretoria ainda não sabe o valor exato que foi aportado pela SAF até o momento, que é tratado como investimento. O Ferroviário decidiu, em fevereiro de 2025, pela venda de 90% da SAF coral, oficializada em 18 de novembro de 2025. O Grupo Makes foi o responsável pela compra, representado pelo empresário Pedro Roxo, que atua na Barra em decisões ligadas ao futebol profissional. Com o acordo, a Makes passou a gerir o futebol masculino, o feminino e as categorias de base.

O ge procurou o empresário Pedro Roxo na manhã desta terça-feira (4), mas ele ainda não respondeu até a publicação desta matéria. A expectativa é que a Assembleia Geral traga definições sobre o futuro do clube, que vive um momento de indefinição e busca reestruturação.

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