Europa ameaça boicotar Copa do Mundo se Infantino mantiver privatização
Europa ameaça boicotar Copa se Infantino mantiver plano

As 55 federações filiadas à Uefa, a confederação europeia de futebol, ameaçam boicotar a Copa do Mundo caso o presidente da Fifa, Gianni Infantino, mantenha o plano de privatizar a participação comercial do torneio. A informação foi divulgada pela imprensa britânica neste fim de semana.

Entendimento entre as federações

De acordo com veículos como o jornal The Times, as federações concordaram em abandonar todas as competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, se a entidade levar adiante o projeto de vender uma parte dos direitos comerciais do torneio para investidores privados. A medida visa pressionar Infantino a recuar da proposta, que tem gerado forte reação negativa entre os dirigentes europeus.

O plano de privatização da Fifa prevê a criação de uma nova empresa para gerir os direitos de transmissão e marketing da Copa do Mundo, com a venda de uma participação minoritária para fundos de investimento. A Uefa, por sua vez, argumenta que a medida comprometeria a transparência e a governança do futebol mundial, além de concentrar poder nas mãos de entidades privadas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reação de Infantino e próximos passos

Até o momento, Gianni Infantino não se pronunciou oficialmente sobre a ameaça de boicote. No entanto, a pressão das federações europeias, que representam a maior parte da receita da Fifa, pode inviabilizar o plano. A entidade máxima do futebol mundial realiza reunião extraordinária no próximo mês para discutir o tema.

Caso o boicote se concretize, seria a primeira vez na história que uma confederação continental deixa de participar da Copa do Mundo. O impacto seria devastador para a Fifa, tanto em termos financeiros quanto de credibilidade.

Contexto e implicações

A Uefa já havia sinalizado descontentamento com a gestão de Infantino, especialmente após a decisão de realizar a Copa do Mundo de 2022 no Catar, que enfrentou polêmicas sobre direitos humanos e condições de trabalho. A ameaça de boicote eleva a tensão entre as entidades e coloca em xeque o futuro da governança do futebol global.

Especialistas apontam que a posição unificada das 55 federações europeias fortalece a Uefa nas negociações, mas também corre o risco de fragmentar o esporte. A Fifa, que depende financeiramente das receitas geradas pela Copa do Mundo, teria que buscar alternativas, como a realização do torneio sem a participação de seleções europeias, um cenário até então inimaginável.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar