A Espanha venceu a França por 2 a 0 nesta terça-feira (14) e se classificou para a final da Copa do Mundo. Com uma atuação coletiva impecável, a seleção espanhola dominou o jogo desde o início e não deu chances aos franceses. O atacante Oyarzabal abriu o placar aos 20 minutos, convertendo um pênalti sofrido por Lamine Yamal. O lateral Pedro Porro ampliou ainda no primeiro tempo, após bela jogada coletiva iniciada por Dani Olmo.
Primeiro tempo decisivo
Aos 20 minutos, o lateral-esquerdo francês Digne tentou afastar a bola e acabou acertando Lamine Yamal, que completou 19 anos na segunda-feira (13). O árbitro marcou pênalti, e Oyarzabal bateu forte no canto do goleiro Maignan, marcando seu quinto gol na Copa do Mundo, tornando-se o artilheiro da Espanha na competição.
Antes da partida, Yamal postou uma foto em uma rede social fazendo referência à vitória sobre a França em 2025 pela Liga das Nações, quando a Espanha venceu por 5 a 4 após estar vencendo por 5 a 1. A postagem gerou debate sobre confiança ou provocação.
Ainda no primeiro tempo, Yamal participou de uma bela jogada com Dani Olmo, mas o zagueiro Upamecano bloqueou a finalização de Fabián Ruiz. Em seguida, Dani Olmo deixou Pedro Porro na cara do gol para fazer 2 a 0, em mais uma eficiente jogada coletiva. Porro disse na comemoração que pensou no filho, que não pôde ir ao jogo por estar com febre, e dedicou o gol a ele.
Por pouco a vantagem não aumentou: um gol de Yamal foi anulado por impedimento milimétrico, confirmado apenas pela tecnologia. Do lado francês, a estrela Mbappé finalmente apareceu, mas seu chute desviado passou perto do gol, e o placar permaneceu 2 a 0 até o fim.
Data histórica para a Espanha
Esta terça-feira (14) é o Dia da Queda da Bastilha, o feriado nacional mais importante da França, mas a comemoração foi toda espanhola. No dia 14 de julho de 2024, a Espanha foi campeã da Eurocopa; dois anos depois, na mesma data, a seleção chega a uma final de Copa do Mundo, o que não acontecia desde 2010. O atacante Oyarzabal disse: "Estamos muito felizes e orgulhosos pelo que estamos fazendo. Estamos a um passo de conseguir algo histórico".
Para a França, restou a disputa pelo terceiro lugar. Um torcedor brincou na saída: "O Mbappé estava em campo?". A Espanha, confiante e irreverente, agora busca o segundo título mundial.
Defesa sólida e invencibilidade
O repórter Nilson Klava acompanhou as entrevistas dos jogadores espanhóis após o jogo. "Eles saíram super felizes, com a confiança lá em cima. Derrotaram uma das favoritas. Para muitos, era uma final antecipada. Todo mundo destacou o trabalho em equipe. Essa é uma marca da seleção espanhola: impor-se com o coletivo diante das estrelas da França. Os franceses saíram frustrados e nem passaram pela zona mista. Os espanhóis destacaram também a defesa: não sofreram gols em mais um jogo e mostraram que a melhor estratégia para defender é manter a posse de bola. Um time que chega à final tendo sofrido apenas um gol na Copa, marca só alcançada pela Itália em 2006. Além disso, a Espanha está há mais de dois anos sem perder jogos oficiais."
Análise dos comentaristas
Renata Vasconcellos e Júnior comentaram a partida. Renata destacou: "Foi uma aula de futebol. Na Copa dos protagonistas, a Espanha mostrou que um time inteiro pode ser o protagonista. É a força do conjunto." Júnior completou: "A Espanha fez com a França o que a França vinha fazendo com todos os adversários: comando do jogo, toque de bola rápido, marcação estreita e sem dar espaço para os contra-ataques franceses. O meio-campo com Rodri foi fundamental. Yamal não fez uma grande partida, mas contribuiu. O melhor jogador hoje foi o time."
Renata perguntou sobre o papel do técnico Luis de la Fuente. Júnior respondeu: "Ele está com esses jogadores há bastante tempo, conhece minuciosamente o que eles querem. Eles acreditaram no treinador. Desde 2002, ele está com eles, e isso fez o conceito de jogo entrar na cabeça dos jogadores com tranquilidade."
Renata concluiu: "A França vai entrar para a história das Copas pelo futebol bonito e ousado que jogou. São quase leves em campo." Júnior lembrou o encantamento do torcedor com a Holanda em 74 e o Brasil de 82, e disse que este ano o torcedor se encantou com a França. "Uma pena que saiu cedo."



